A viagem de 332 motoristas que desejavam seguir para Guaratuba, no litoral do Paraná, não pôde ser concluída neste fim de semana. Os motoristas que não comprovaram em barreiras sanitárias que eram moradores ou que estavam à trabalho para chegar ao destino e foram obrigados a retornar. A determinação é da Associação dos Municípios do Litoral do Paraná (Amlipa), que espera reduzir os casos de coronavírus na região.

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De acordo com o relatório de operações da Secretaria Municipal da Segurança público de Guaratuba, do total de 898 veículos que passaram pelas duas barreiras sanitárias (Prainha e Coroados) entre sexta (21) e sábado (22), 332 deles tiveram que voltar. A retomada do uso das barreiras está atrelada também ao recente endurecimento das regras em Curitiba que alterou na quarta-feira (19), o decreto 890/2021, que fecha supermercados e shoppings centers aos sábados e domingos e amplia o toque de recolher, das 21h às 5h.

Para as prefeituras do litoral, restrições em Curitiba costumam levar mais pessoas para as cidades litorâneas. Barreiras já foram utilizadas pelos municípios entre março e abril, quando números da pandemia bateram recordes no Paraná. As barreiras foram montadas em Paranaguá, Guaratuba e Pontal do Paraná.

“Anteriormente esperávamos maior circulação de pessoas durante o verão, mas na pandemia essas pessoas têm se mantido no litoral e consequentemente esse aumento constante reflete diretamente no sistema de saúde dos municípios”, disse José Carlos Silva de Abreu, diretor da 1ª Regional de Saúde de Paranaguá, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Os números no avanço de casos confirmados no litoral seguem preocupando autoridades. Gabriel Modesto, secretário municipal da Saúde de Guaratuba, reforçou que o momento é de preocupação. “Estamos com cerca de 10 confirmações diárias novamente, isso aumenta a pressão no sistema de saúde da cidade e reflete, principalmente, na ocupação de leitos da região e do estado. Se não fizermos uma ação agora que está crescendo os números de casos e já com a rede de saúde saturada, podemos chegar a uma situação de não termos nem como receber o paciente no nosso Pronto-Socorro”, alertou o secretário.