Comuns nas cidades, as batidas de veículos em postes da rede de energia elétrica, segundo a Copel, causam em média 16 desligamentos por dia no Paraná. O que compromete o fornecimento de energia a residências, comércio, hospitais e a outras unidades essenciais. No ano passado, de acordo com empresa, os acidentes de trânsito que danificam a rede elétrica foram responsáveis por 6.123 desligamentos.

Causadas muitas vezes pela imprudência ao volante, essas batidas são responsáveis por 80% das trocas de postes que as equipes de manutenção da Copel precisam fazer.

“A Copel trabalha dia e noite para garantir o fornecimento de energia. Em caso de desligamento, temos equipes preparadas para restabelecer a energia o mais rápido possível. Os casos que exigem substituição de postes são os mais complexos, podendo levar algumas horas para ser concluídos”, explica o superintendente de Engenharia de Operação, Péricles José Neri.

Segurança

Além de interromper o fornecimento de energia, as batidas em postes também aumentam o risco de acidentes com energia elétrica porque, muitas vezes, causam o rompimento de cabos energizados. “As pessoas jamais devem se aproximar de cabos caídos ou pendurados, porque podem levar um choque grave ou fatal. Em situações como essa, devem avisar a Copel imediatamente, sinalizar o local e evitar que qualquer pessoa se aproxime dos cabos”, alerta o gerente de Segurança do Trabalho da Copel, João Alberto Kucek Junior.

O problema se agrava quando os condutores envolvidos nos acidentes fogem do local. Nesses casos, é importante que as pessoas liguem para a Companhia no telefone 0800 51 00 116 e denunciem o motorista. “Além da gravidade do acidente em si e do desligamento de energia, na prática, todos nós acabamos pagando a conta pela imprudência desses motoristas”, acrescenta Péricles.

O custo médio para recompor a estrutura a cada ocorrência chega a R$ 2 mil e deve ser pago pelo motorista responsável. A cobrança só não é acontece quando o motorista foge com o veículo após o acidente e não é identificado – o que ocorre em 30% dos casos – ou quando o automóvel envolvido na colisão é roubado e o proprietário apresenta um boletim de ocorrência.