O Banco do Brasil apresentou ontem em Curitiba o seu plano de ação para o Programa Fome Zero. A iniciativa pretende responder ao desafio do governo federal de promover a inclusão social de milhares de brasileiros. O banco espera atingir, com as iniciativas que serão desenvolvidas neste ano, 626.400 pessoas.

O banco espera atuar em três linhas definidas: políticas estruturais para combate às causas profundas da fome e da pobreza; políticas específicas, que viabilizem o acesso direto ao alimento; e políticas locais, permitindo identificar necessidades locais.

De acordo com o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques Pena, dentro das políticas estruturais já existem projetos com metas definidas, como o banco de tecnologias sociais, para disseminar tecnologias de geração de emprego e renda. Entre as ações estão previstas a cadeia produtiva da castanha de caju e soluções alternativas de transformação do lixo. Só este ano a meta é gerar treze mil postos de trabalho.

O apoio à agricultura familiar e cooperativas rurais, à micro e pequena empresa, e às exportações também são iniciativas que o BB pretende desenvolver para ampliar o mercado de trabalho. Para isso, estão previstos recursos provenientes do repasse de 50% da taxa de administração do Fundo BB-DI Básico.

No Paraná, o foco, segundo o superintendente estadual do banco, Edemar Mombach, será a criação de mais empregos. Para isso, estarão tentando atrair mais 20 mil empresas para o banco, além de abertura de linhas de crédito para pequenas e médias empresas. Entre as novidades estarão políticas de crédito para capital de giro com juros compatíveis e redução de taxas.

“Queremos com isso ampliar as exportações de produtos”, disse. O banco deve simplificar os processos para a liberação de crédito aos pequenos empreendedores. O superintendente disse que até o fim do mês o banco estará disponibilizando R$ 9 milhões e espera a contratação de oitocentas operações de pequenas e médias empresas.