Em teste há duas semanas, o sistema de biometria em táxis de Curitiba está instalado em dez veículos de taxistas voluntários. O sistema faz o controle do taxímetro, aciona um sistema de cores que identifica quando o táxi está livre ou ocupado e gera relatórios captados por antena, também em teste, instalada na Urbs. É uma ferramenta de gestão, operação e fiscalização do serviço que vai passar a fazer parte da rotina do serviço de táxi a partir do ano que vem, beneficiando o usuário.

Os taxistas que já fizeram o recadastramento e os que forem aprovados na licitação para 750 novas placas terão prazo de até quatro meses, a partir da assinatura do termo de autorização, para apresentar o veículo nas condições e com os acessórios exigidos pelo regulamento. A novidade no caso dos acessórios é a biometria.

O equipamento é simples e pode passar desapercebido pelo usuário. Para adotar a biometria, o taxista cadastra sua digital na Urbs e recebe uma chave eletrônica que, uma vez acionada no equipamento instalado no táxi, só reconhecerá a digital cadastrada.

Ao iniciar uma corrida, o taxista precisa passar sua digital no aparelho para liberar o taxímetro. Se outra pessoa tentar acionar o taxímetro, ele não vai funcionar. O aparelho registra – e emite relatórios captados pela antena – o tempo da corrida, o horário, o valor cobrado do usuário e a identificação do taxista.

O sistema é uma importante ferramenta de fiscalização, uma vez que o novo regulamento do táxi exige que o veículo fique em operação no mínimo 12 horas por dia e que 100% da frota esteja em operação nos horários de pico. Os relatórios de dados também serão importantes para o dimensionamento da frota, análises de custos de operação, definição de tarifa, entre outros controles.

Taxista há 38 anos, Arlindo Dal Prá, conhecido como Tico, foi o primeiro a ter biometria no táxi. O equipamento foi instalado há cerca de duas semanas e, segundo ele, vem funcionando bem. Dal Prá trabalha sozinho, apesar de cada autorizatário poder ter dois taxistas auxiliares. Neste caso, explica, os três taxistas terão chaves eletrônicas distintas. “Mesmo eu sendo o dono do carro, não vou poder fazer corrida e cobrar se o outro motorista não tiver feito o encerramento do seu período de trabalho”.

Para o taxista, afirma Dal Prá, a principal vantagem é o sistema de cores, acionado quando ele inicia a sessão com a chave eletrônica. Na chamada “capelinha” que fica em cima do táxi, aparece um conjunto de luzinhas amarelas, indicando que táxi está vazio, mas está em atendimento de chamada; vermelha, indicando que o táxi está ocupado; e verde para identificar o táxi livre que pode ser parado na rua, com um sinal de mão. “Assim não teremos que passar em frente quando alguém der a mão, achando que o táxi está livre”, diz ele.

A biometria é mais uma das medidas adotadas para regularizar e melhoriar o serviço de táxi de Curitiba. Com maior fiscalização e a exigência de prazo mínimo de operação, a tendência é de aumento do número de táxis circulando na cidade, mesmo antes da entrada em operação das 750 novas placas, prevista para o primeiro semestre do ano que vem.