O empenho da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, através da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), para conscientizar agricultores sobre a necessidade da devolução de embalagens vazias de agrotóxicos começa a mostrar resultados. Atentos à legislação neste período de safra, alguns postos de recolhimento no Paraná esgotaram sua capacidade de recebimento.

Prefeitos e presidentes de sindicatos rurais de várias regiões do Paraná procuraram esta semana o secretário Luiz Eduardo Cheida e com o presidente da Suderhsa solicitando providências e o cumprimento da legislação.

O fato foi comunicado ao Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), instituição responsável pelo recolhimento e destinação final das embalagens, segundo adiantou o diretor-presidente da Suderhsa, Darcy Deitos: “O Inpev assumiu o compromisso de intensificar o trabalho principalmente na região de Campo Mourão e Maringá”, explica.

O transtorno, no entanto, foi analisado com otimismo pelo diretor de Saneamento Ambiental da Suderhsa, Jorge Augusto Callado Afonso. “Isso demostra que o trabalho realizado pela Secretaria de Meio Ambiente/Suderhsa está surtindo resultados. O agricultor está cumprindo a lei e entregando as embalagens nos postos de recolhimento. Houve de fato um problema pontual em virtude da intensificação do período de safra agrícola, mas com pronta solução em andamento”, ressalta.

O Paraná é o segundo Estado que mais coleta embalagens vazias de agrotóxicos no país. Os últimos dados de recolhimento mostram que em maio o Paraná recebeu mais de 105 toneladas de embalagens, perdendo apenas para o Estado de São Paulo, com aproximadamente 174 toneladas.

O recolhimento das embalagens atende exigências estabelecidas pela Lei Federal n.º 9.974, de 6/6/00, e Decreto n.º 4.074, de 8/1/02 e também Lei Estadual 12.493/99.