Após boatos de que o bosque da Copel na Rua Padre Agostinho, no Bigorrilho, poderia ser desmatado, a empresa anunciou ontem que dará início a um estudo para avaliar a transformação de parte do terreno em Reserva Particular do Patrimônio Natural Municipal (RPPNM), uma unidade de domínio privado que visa conservar a diversidade biológica.

A área conhecida como “Bosque da Copel” vem sendo preservada há quase 40 anos e abriga milhares de árvores de diferentes espécies. Ela ocupa parte do terreno onde hoje estão instalados o Centro de Operação de Geração e Transmissão (COGT) e o Centro de Operação de Telecomunicações (COT) da Companhia. A criação da área de preservação dependerá de aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“Em todo o Paraná, a Copel já mantém e preserva 18,8 mil hectares de floresta. Com o bosque do Polo Padre Agostinho é diferente. A transformação em RPPNM reafirmaria nosso compromisso com a conservação desse local que é também muito valorizado pelos moradores da região”, destaca o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer.

Segundo o governo do estado, já estão previstas outras ações, como o cercamento de todo o bosque nativo e o enriquecimento florestal da área com plantio de espécies raras. O projeto de paisagismo de todo o polo prevê o plantio de mais de 500 árvores.

A Copel prevê implantar, ainda, um Centro de Referência em Educação para a Sustentabilidade (Ceres) no bosque, onde poderão ser realizadas visitas acadêmicas programadas e monitoradas, com finalidade educacional e de pesquisa científica.

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