Apesar de os números oficiais divulgados pelo Ministério da Saúde registrarem 368 mortes no Brasil, por causa da gripe A (H1N1), extraoficialmente o País já igualou as estatísticas oficiais da Argentina, que até agora é o país com a maior quantidade de óbitos na América Latina.

No país vizinho morreram 404 pessoas vítimas da doença – número que, com base nas informações das secretarias municipais e estaduais de Saúde divulgadas ontem, foi alcançado pelo Brasil.

Só no Paraná, mais de três pessoas morreram por dia, em média, desde o dia 14 de julho, em decorrência da nova gripe. O número de mortos chegou a 119, com 12 novas confirmações, de acordo com boletim epidemiológico divulgado ontem pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Desde domingo não ocorrem mais mortes no Estado.

Pela primeira vez foram divulgados dados referentes ao número de casos de gestantes que contraíram a doença no Paraná. Do total de 1.851 casos notificados da nova gripe no Estado, 96 foram relacionados a gestantes, sendo 37 delas em Curitiba.

No entanto, ao contrário de outros estados, a Sesa não informou quantas mulheres grávidas morreram em decorrência da doença. Pessoas de 20 a 49 anos foram as que mais morreram por complicações da gripe A, o correspondente a 66,4% do total das mortes no Paraná.

O maior número de casos se concentra nas regiões de Curitiba (713), Cascavel (240) e Londrina (174). As mortes ocorreram com mais frequência em Curitiba (56 vítimas fatais), Foz do Iguaçu (11), Maringá (7) e Toledo (7).

Em Santa Catarina foi confirmada a décima morte causada pela doença, ocorrida na cidade de Concórdia, de uma jovem de 22 anos. O Rio Grande do Sul confirmou outras seis mortes e em Piracicaba, no interior paulista, a terceira morte foi contabilizada.

Os estados com mais óbitos são: São Paulo (135), Paraná (119), Rio Grande do Sul (84), Rio de Janeiro (43), Santa Catarina (10), Minas Gerais (5), Paraíba (2), Mato Grosso do Sul (1), Bahia (1), Distrito Federal (1), Pernambuco (1), Rondônia (1) e Pará (1).

Grávidas e estudantes

O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou que, a partir de hoje, as servidoras grávidas estão dispensadas de comparecer ao trabalho pelos próximos dez dias por causa do vírus H1N1.

Na região oeste do Paraná, o Ministério Público Estadual (MPE) de Toledo fez recomendação às prefeituras de Toledo, Ouro Verde do Oeste e São Pedro do Iguaçu e aos diretores das escolas da rede privada de ensino desses municípios, para que, até o dia 28, permitam a presença facultativa dos alunos nas escolas.

Doença afeta álcool gel e carne suína

Luciana Cristo, com agências

Deixar de pesquisar o preço de álcool gel pode custar até 222% mais caro, segundo levantamento do Procon em 95 farmácias de Curitiba. Este é o caso do produto, com hidratante, em embalagem de 50 gramas, que varia de R$ 2,95 a R$ 9,50. Foram encontrados 125 produtos de diversas marcas, com 34 pesos diferentes, com e sem hidratante.

O preço do álcool gel com hidratante, de 430 gramas, teve variação de 195%, custando entre R$ 10 e R$ 29,50. A embalagem de 250 gramas, sem hidratante, foi encontrada entre R$ 6 e R$ 14,50. No álcool gel 500 mililitros, com hidratante, o preço é de R$ 11 a R$ 24,50.

Apesar da grande procura pelo álcool gel, o consumidor deve prestar atenção na qualidade do produto. O rótulo deve ter informações sobre validade, composição, conteúdo, modo de usar e precauções. Produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem controle de fabricação não combatem o vírus da nova gripe.

Carne suína

A gripe A contribuiu para queda na venda de carne suína no mercado brasileiro, afirmou ontem o co-presidente do conselho de administração da BRF Brasil Foods (nova denominação da Perdigão), Luiz Fernando Furlan. O executivo afirmou que os consumidores têm associado a doença ao consumo da carne, embora não haja esta relação.