Londrina ? Está suspenso por tempo indeterminado o protesto dos índios caingangues da reserva Barão de Antonina, a 129 km de Londrina, no Norte paranaense. Eles ameaçavam incendiar as torres de alta tensão que cortam a área. A decisão foi tomada ontem, após quatro dias de protestos.

Eles reclamam que desde a instalação da rede de alta tensão, há 50 anos, eles têm prejuízo por não poderem plantar ao longo de dez quilômetros. Os indíos querem uma indenização da Companhia Paranaense de Energia (Copel) pelo uso da área, além de pedirem o retorno do fornecimento de energia, cortada por causa da inadimplência.

Segundo a Assessoria Especial para Assuntos Indígenas do governo do Estado do Paraná, estão previstas algumas reuniões na próxima semana para resolver o impasse. Para melhorar a relação com o grupo indígena, a Copel se comprometeu a manter o fornecimento de luz na reserva, mesmo para quem não pagou as contas.

A reserva possui 3.751 hectares onde vivem atualmente 350 índios.