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Este ano, 2008, o calendário terá 366 dias, ou seja, um dia a mais. Vai ter o dia 29 de fevereiro que é incluído, como ocorre a cada quatro anos. Trata-se de um ano bissexto, ?convencionado? em 46 Antes de Cristo, pelo imperador Júlio César, por sugestão do astrônomo Sosígenes, de Alexandria. Quem faz aniversário neste ?dia extra? não vê a hora de comemorá-lo. Já entre as demais pessoas, são raras as que dão atenção à data.

O astrônomo Maurício José Kaczmarech explica que se trata de uma adequação para acompanhar a rotação da Terra. ?A introdução de um dia acontece para compensar a diferença que existe entre a rotação e translação da Terra. Se não acontecesse isso, sobraria tempo e o calendário ficaria errado?, explica. Ainda segundo ele, a Terra gira ao redor do Sol e a diferença existe nesse movimento, pois o planeta ?gira, faz a curva e acaba avançando, se adiantando um pouco. Essa diferença somada, de quatro em quatro anos, dá um dia, ou seja, 24 horas a mais?, afirma.

Além da vida de algumas pessoas, um dia a mais no ano representa também diferenças na vida das empresas e na economia nacional. Para a Sanepar, empresa responsável pelo abastecimento de água no Paraná, isso representa um dia a mais de consumo na média de 1,68 milhão de metros cúbicos/dia. Para a Copel, empresa de energia, o faturamento aumenta na mesma proporção que aumenta um dia de média de 56 mil megawatts/hora de consumo.

De acordo com o economista Cid Cordeiro, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), um dia a mais de produção pode ter impacto no Produto Interno Bruto (PIB) e na economia como um todo. ?Um dia a mais representa um acréscimo em torno de 0,3% na riqueza do país. É baixo, mas é um impacto potencial?, afirma. Apesar do dia 29 de fevereiro significar um dia a mais de gastos, infelizmente isso não representa um dia a mais a ser contado na renda do trabalhador. ?Por isso o consumo não sofre impacto?, conclui.