No Paraná, de 1984 até o final de 2003, foram registrados 13.171 casos de aids. No mesmo período, em Curitiba, foram 5.785 casos. Para combater o preconceito que ainda afeta os portadores de HIV e criar ações com o objetivo de promover a inclusão social deles, foi lançada ontem na Câmara Municipal da capital a Frente Parlamentar em HIV e Aids.

A frente propõe a interação entre o Executivo, o Legislativo e movimentos sociais visando à formulação de políticas eficazes para combater o avanço da aids em Curitiba e proporcionar maior qualidade de vida aos pacientes: “Vamos trabalhar pela elaboração de novas leis e pela melhoria de algumas já existentes. O intuito é fazer valer os direitos humanos e acabar com a exclusão que envolve as pessoas com aids”, comenta a coordenadora-geral do Fórum Paranaense de ONG/Aids, Megumi Tokudome.

Segundo ela, em Curitiba, assim como em diversas outras regiões do País, os portadores do vírus HIV ainda têm dificuldades para conseguir internamento e conquistar um emprego. Embora o exame de detecção do HIV não seja obrigatório para que as empresas façam contratações, muitas organizações não destinam vagas aos soropositivos ou fazem pressão para que eles peçam demissão.

“Muita coisa ainda deve ser feita em prol da qualidade de vida dos portadores de HIV. No ano passado, foram criadas frentes parlamentares federal (no mês de setembro) e estadual (em novembro) em HIV e aids. Curitiba é a primeira cidade brasileira a criar uma frente municipal”, diz Megumi. “De agora em diante, seus integrantes estarão realizando encontros periódicos para discutir o assunto.”