Ontem, foi formalizada a entrega das licenças de operação aos aterros sanitários que participaram do edital de credenciamento da prefeitura de Curitiba para receber o lixo da capital e de 19 municípios integrantes do Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos.

O documento assinado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) era a última etapa do processo. A grande novidade da quinta-feira foi que a licença de operação para a empresa Cavo ficou em aberto devido ao fato dela não estar habilitada para receber o lixo prontamente.

Ponto que foi esclarecido pelo diretor da Cavo, João Carlos David. “Se não estamos com toda a estrutura montada, isso se deve à demora dos órgãos envolvidos na liberação das licenças necessária para o início das obras de instalação. Começamos os trabalhos nesta quinta-feira e, dependendo do clima, estaremos prontos para recebermos o lixo de Curitiba e da região metropolitana dentro de um prazo entre três e seis meses”, explicou David.

“Foi pela particularidade dessa situação que a Justiça concedeu uma medida cautelar com tutela antecipada à nossa empresa que garante a licença de operação assim que finalizarmos as instalações”, explicou o diretor da Cavo, informando que a área de 250 hectares, localizada em Mandirituba, terá capacidade de receber todo o lixo produzido por Curitiba e região, ou seja, 2,4 mil toneladas por dia. “Nosso projeto é amplo e inclui Central de Tratamento de Resíduos, compostagem e até um plano de geração de energia a partir dos resíduos”, afirma David, dizendo que todo o diferencial previsto para o aterro de Mandirituba vai ampliar a vida útil do terreno. “É um empreendimento de longo prazo e dependendo da quantidade de resíduos depositada, poderemos ultrapassar 30 anos de atividade na área”, estima.

Fazenda Rio Grande

Por ora, o principal endereço dos resíduos gerados por Curitiba e RMC, a partir de novembro, será a área da Estre Ambiental, localizada em Fazenda Rio Grande, que poderá receber até 2,5 mil toneladas por dia.

A Essencis Soluções Ambientais, situada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), também obteve licença de operação e poderá receber até 100 toneladas por dia. Cada tonelada de lixo produzida custará aos cofres municipais R$ 47.

Segundo a prefeitura, embora a Cavo tenha obtido uma liminar, o edital de credenciamento já alertava sobre esse tipo de situação. Como ainda não tem o aterro sanitário implantado, na prática, não apresenta condições para ser contratada.

O credenciamento dos aterros particulares é uma medida intermediária para desativar o aterro do Caximba. O contrato tem duração máxima de dois anos podendo ser suspenso assim que o Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (Sipar) estiver pronto.