A diretoria das Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa-PR) enviou ontem nota de esclarecimento a O Estado. Diz a nota:

“Com relação à matéria publicada na edição de hoje, 2 de julho de 2003, nos jornais O Estado e Tribuna do Paraná, a Ceasa esclarece que o protesto realizado na terça-feira, em frente à sua unidade no bairro do Tatuquara, em Curitiba, não foi realizada por funcionários da empresa como afirma o texto publicado.

A manifestação partiu de alguns moradores que residem nas imediações da empresa, e pessoas que trabalham para os atacadistas, produtores e carregadores que atuam na Ceasa. A empresa mantém somente 175 funcionários e estagiários que são responsáveis pelas atividades e gerenciamento de suas cinco unidades no Estado ? Curitiba, Maringá, Londrina, Cascavel e Foz do Iguaçu.

Não procede também a informação fornecida pelo senhor Élcio José dos Reis, de que “75% dos trabalhadores das centrais costumam entrar diariamente para trabalhar por uma passagem localizada nos fundos do estabelecimento?.

A Ceasa de Curitiba tem somente uma entrada e saída em sua unidade ? na frente da empresa que dá acesso à BR-116. E é por esta entrada que passam a quase totalidade das 15 mil pessoas que circulam diariamente no mercado.

A diretoria da Ceasa também interpelará judicialmente o senhor Luiz César Carrareto, que declarou a O Estado que “pessoas ligadas à diretoria disseram que a passagem havia sido fechada por que por ela (sic) só passam vagabundos, prostitutas e ladrões?.

Em momento algum diretor, gerente, ou funcionário desta Central Atacadista disse ou fez menção, sobre o citado acima pelo senhor Luiz César Carrareto.

A diretoria da Ceasa Paraná reitera a sua preocupação com os atos realizados na última terça-feira, e mantém a posição de buscar as melhorias que se fazem necessárias para a circulação e principalmente da segurança do local.

Para tanto uma das decisões discutidas em conjunto entre as secretarias de Estado da Agricultura e do Abastecimento, à qual a Ceasa é vinculada, Segurança Pública e Procuradoria do Trabalho, será adotar um esquema especial de segurança na região que será colocado em prática nos próximos dias.

A diretoria da Ceasa Paraná reafirma ainda que os lamentáveis acontecimentos em sua unidade do Tatuquara, não condizem com a realidade e a prática dos produtores, atacadistas, comerciantes e trabalhadores que atuam nas instalações da empresa para garantirem o abastecimento e a comercialização de hortigranjeiros no Estado do Paraná, ganhando de forma idônea e honesta o seu sustento.”