A Companhia de Informática do Paraná (Celepar) deverá apresentar, dentro de 30 dias, o projeto do sistema de videoconferência para a interligação dos presídios e dos fóruns parananses. O principal objetivo do sistema é a diminuição de custos com o transporte dos presos quando são convocados para depoimentos nas varas judiciais e evitar os riscos de fugas durante o trajeto.

O desenvolvimento do sistema será feito pela Celepar e foi anunciado pelo governador Roberto Requião e pelo presidente da empresa Vanderlei Iensen durante a reunião do Programa Mãos Limpas, na última segunda-feira (9).

“Vamos iniciar imediatamente o levantamento de custos do sistema. O mais importante é que já temos a tecnologia de fibra óptica através da Copel, que permitirá a instalação de videoconferência em todos os presídios do Paraná”, anunciou Iensen.

Para o governador Roberto Requião, o sistema diminuirá a utilização de policiais militares no transporte de presos durante as audiências forenses.

“Eu acredito que, uma vez que a lei que permite que os depoimentos sejam feitos por videoconferência já foi sancionada pelo presidente da República, temos todas as condições para implantar esse sistema rapidamente”, acentuou o governador.

O sistema de videoconferência é bastante utilizado, especialmente por organizações empresariais com grande número de ramificações. Esse tipo de solução garante, com eficiência e praticidade, todo tipo de eventos coletivos à distância, inclusive através do browser de internet, de forma interativa e ágil, dando maior objetividade comunicação.

Central de vagas

Durante a reunião, o governador também anunciou a regulamentação da Central de Vagas nos presídios. O objetivo é permitir que as vagas existentes no interior possam ser ocupadas por detentos de Curitiba e das cidades maiores onde existe superlotação.

“Não podemos admitir que alguns presídios permaneçam com vagas abertas enquanto outros estão superlotados”, sentenciou Requião.

Sobre a regulamentação da Central de Vagas, ele disse que o ideal é que os presos fiquem, preferencialmente, nas localidades onde moram suas famílias. “Isto não significa, porém, que precisamos reconhecer esta regra quando não existem vagas nesses locais”, argumentou.