Os dois comandantes do "Grupo Sundown", Isidoro Rozenblum e Rolando Rozenblum, acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) pela prática de centenas de crimes, e que
fugiram, na madrugada de segunda-feira (2 de julho) do hospital Santa Cruz, em Curitiba, onde estavam presos, ainda estão foragidos. As circunstâncias da fuga não foram esclarecidas.

No entanto, o Ministério Público Federal, juntamente com a Polícia Federal, vêm empreendendo esforços no sentido de recapturá-los. Dentre as ações já tomadas estão a abertura de Inquérito Policial para averiguar se os foragidos receberam ajuda ou se houve facilitação por parte de terceiros e a notificação dos aeroportos e alfândegas do país, que foram colocados em sobreaviso.

Os procuradores da República responsáveis pelo caso, integrantes da da Força Tarefa
CC5 do Ministério Público Federal, ressaltam que o episódio complica ainda mais a situação dos réus, já condenados pela Justiça a muitos anos de prisão – estando ainda pendentes de julgamento dezenas de outros crimes por eles praticados, segundo as acusações da Procuradoria.

A fuga

De acordo com informações levantadas até o momento, a fuga ocorreu por volta das 3h30, tendo-se constatado que Isidoro saiu por uma das portas laterais do hospital.
Quanto a Rolando, as principais suspeitas são de que tenha fugido pela janela do quarto.
Isidoro e Rolando haviam sido transferidos do Complexo Médico Penal para o Hospital Santa Cruz no início do ano para tratamento de saúde, feito com escolta policial e às suas expensas. Os advogados tentaram obter o benefício da prisão domiciliar em favor
dos réus, conseguindo transferi-los a domicílio por aproximadamente um mês. Durante
este período, foram escoltados pela polícia. No entanto, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que acatou pedido do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, a dupla foi obrigada a voltar ao hospital, com escolta policial até que recebesse alta, quando, então, voltaria para o Sistema Penitenciário do Estado.