As chuvas que atingem o Paraná desde o início de julho já trazem riscos a algumas regiões. Até a manhã desta terça-feira (28), foram registradas ocorrências de deslizamento de terra, desabamento, queda de árvore e alagamento em Almirante Tamandaré, Colombo e Rio Branco do Sul, municípios da região metropolitana de Curitiba.

Almirante Tamandaré registra o estado mais crítico: 7 riscos de deslizamento de terra e desabamento. Em Colombo, foram registradas ocorrências de desabamento e alagamento. Já em Rio Branco do Sul, a chuva provocou uma queda de árvore, além de riscos de desabamento. Ninguém ficou ferido.

Nos locais de risco, a recomendação do Corpo de Bombeiros é sair de dentro de casa logo que surgirem sinais de perigo. “Pequenas fissuras e modificações na estrutura de morros podem indicar que o terreno está se movendo. Isso pode gerar deslizamento ou desabamento de casas”, alerta o Major Mascarenhas, da Comunicação Social do Corpo de Bombeiros.

O alerta maior é para os municípios de Almirante Tamandaré e Rio Branco do Sul, onde ainda há riscos de deslocamentos de terra. Caso haja qualquer indício de perigo, a indicação é ligar imediatamente para o 193, para que equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros se desloquem para o local.

Chuva continua

De acordo com o Instituto Tecnológico Simepar, este é o mês de julho mais chuvoso dos últimos vinte anos. Até então, o julho mais chuvoso foi o de 2001, quando choveu 155,8 milímetros. “Desde o dia 1º, o volume de água acumulado é de 201 milímetros. A variação normal é entre 75 e 100 milímetros para este período do ano”, salienta o meteorologista Marcelo Brauer.

Mesmo com o grande volume de água, a quantidade de chuva não atinge nem a metade do mês que mais choveu na série histórica. Em janeiro de 1999, foram acumulados 651milímetros de água. O Simepar prevê que as chuvas continuarão a atingir todo o Estado até o final de semana. Primeiro, perderão um pouco a intensidade na quarta e quinta-feira e devem se intensificar, novamente, a partir de sexta-feira.