Enquanto muitas pessoas estão contando as horas para deixar Curitiba e passar as festas de final de ano longe da capital, muita gente está comemorando o fato de a cidade ficar quase vazia e muito mais tranqüila. Quem ficar por aqui na semana entre o Natal e Ano Novo poderá curtir uma série de atividades, principalmente na área cultural, e conhecer um pouco mais sobre a cidade, sem se preocupar com filas e gastar muito.

Apesar da Fundação Cultural estar em recesso até o início do ano, muitos espaços estarão abertos para visitação durante a semana. De acordo com Clóvis Severo Brudzinski, da coordenação de ação cultural, todas as cerca de sessenta salas de exposições de Curitiba permanecerão abertas na próxima semana. Elas só fecharão as portas no domingo e segunda-feira. ?Nos demais dias, elas estarão funcionando normalmente para quem quiser aproveitar as exposições?, disse Severo.

Entre as opções estão a exposição ?Centro Histórico: Espaços do Passado e Presente?, que se realiza na casa Romário Martins, e reúne painéis fotográficos e reproduções de imagens antigas do centro histórico da cidade, seus marcos, povoamento e urbanização. A entrada é franca.

Quem for ao Jardim Botânico poderá visitar o Espaço Cultural Frans Krajcberg, que reúne uma exposição permanente sobre o artista polonês, radicado no Brasil, que se destacou pela luta em defesa do meio ambiente. São 115 esculturas feitas com troncos de madeira retorcidos e queimados, retirados de espaços depredados. Os ingressos variam de R$ 1 a R$ 3, e nas quartas-feiras a entrada é gratuita.

Já o Museu Oscar Niemeyer estará aberto normalmente à visitação pública, inclusive no próximo domingo. Ele só permanecerá fechado na segunda-feira, quando normalmente o museu fecha. O local está abrigando oito mostras, das quais, duas internacionais: ?Picasso – Paixão e Erotismo? e ?Seis Séculos da Arte da Gravura?. Outro destaque é a mostra ?Um século de arte brasileira?, com obras da coleção de Gilberto Chateaubriand, que reúne nomes como Tarsila do Amaral, Hélio Oiticia, Lygia Clark, Milton Dacosta, entre outros. Os ingressos custam R$ 4 e R$ 2.

Outra opção interessante são as sessões da Cinemateca. Com exceção de domingo e segunda-feira próximos – dias em que o espaço fecha -, estarão em cartaz os filmes O ano que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburger; Sob o Efeito da água, de Rowan Woods, e Volver, de Pedro Almodóvar. As sessões têm diversos horários. Os ingressos custam R$ 5 e R$ 2,50. Já no Cine Luz haverá sessões domingo às 10h30 e 16h50. Estarão em cartaz, além do filme de Caio Hamburger, o longa-metragem animado da Sony Pictures O Bicho vai pegar. Os ingressos custam R$ 1.

Parques também são opção cultural em Curitiba

Conhecida mundialmente por suas áreas verdes, Curitiba conta com 900 praças, 13 bosques e 17 parques, dos quais, muitos estão ligados à colonização. Entre os destaques está o Bosque do Papa, que abriga o Memorial da Imigração Polonesa. O local concentra sete casas de troncos de madeira, que foram transferidas das antigas colônias polonesas, e que contam um pouco da tradição do povo. Até o final de janeiro, uma exposição de presépios brasileiros e poloneses também ficará no local.

Outro espaço que homenageia os colonizadores, e que fica no Parque Tingui, é o Memorial da Imigração Ucraniana. É possível visitar uma réplica da Igreja Ucraniana de São Miguel, da cidade de Mallet (PR), transformada em um museu que remete à arte das bordadeiras, dos ceramistas e dos entalhadores do principado de Kiev, atual capital da Ucrânia independente.

Já na Casa Culpi, que fica na Avenida Manoel Ribas, é possível visitar uma exposição permanente de móveis e objetos dos imigrantes italianos. Nos três espaços a entrada é franca.

Serviço:

Quem quiser conferir a programação inteira de opções em Curitiba pode acessar os sites www.curitiba.pr.gov.br, www.fundacaocultural.com.br, e www.museuoscarniemeyer.org.br, ou ligar para o serviço 156 da Prefeitura.