Foto: Polícia Militar

 Agricultores sem terra estão no local desde o último domingo.

Segundo o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Rasca Rodrigues, a situação dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Serra da Esperança, no Distrito de Guará, em Guarapuava, pode piorar.

Ele diz que recebeu informações de que o local está ocupado por integrantes do Movimento dos Agricultores Rurais Sem Terra (MST) e ex-posseiros, havendo a possibilidade de conflitos entre eles. Segundo o 16.º Batalhão de Polícia Militar a região está sendo monitorada, mas até agora nada aconteceu.

Conforme o presidente do IAP, os dois grupos estariam disputando a área. Por enquanto, o órgão não vai tomar nenhuma providência porque é o proprietário quem precisa entrar com pedido de reintegração de posse. O IAP só vai tomar alguma medida se os sem terra causarem algum dano ambiental. Rasca disse ainda que o IAP não vai dar nenhum parecer favorável para a criação de assentamentos na área, uma vez que o adensamento populacional não condiz com as normas de proteção da APA. Além disto, a região é rica em mananciais, que seriam afetados pela ocupação.

Os trabalhadores rurais estão na área que fica na localidade de Faxinal dos Elias, distante 22 quilômetros de Guarapuava, desde o último domingo. Na última terça-feira, o gerente da APA, Germano Toledo Alves, foi até o local e informou que cerca de 80 famílias estariam acampadas no pátio da Igreja São Sebastião. Germano diz que os trabalhadores rurais afirmaram que estavam fazendo um reconhecimento da área.

Assentamento

Ontem, em Curitiba, um grupo de trabalhadores rurais esteve na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) cobrando agilização no assentamento das 28 famílias que vivem há cerca de dez anos na Fazenda Bom Sucesso, em Sapopema, no Norte Pioneiro. Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais da Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), Mário Plefk, o encontro foi positivo. O Incra estabeleceu um cronograma e as famílias devem ganhar a posse da terra em abril do próximo ano.