Falta de funcionários para realizar serviços de limpeza, cuidar de estudantes no pátio, preparar o lanche e cuidar do portão. Esta é a realidade dos colégios estaduais Leôncio Correia, Dona Branca, Papa João Paulo I, Pilar Maturana, Gelvira Pacheco e Santa Cândida, em Curitiba.

Ontem de manhã, em frente ao Leôncio Correia, no bairro Bacacheri, trabalhadores das instituições e integrantes do Sindicato da Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato) realizaram um protesto com o intuito de denunciar a situação.

“Se o governo estadual não tomar uma providência imediata, os colégios terão que fechar as portas. Em alguns locais, profissionais estão com problemas de saúde devido ao excesso de trabalho”, comenta a presidente do Núcleo Sindical da APP-Sindicato, Tereza Lemos. “Para resolver a situação, queremos que pessoas já aprovadas em concurso sejam chamadas para trabalhar e outras sejam contratadas por processo simplificado”.

A auxiliar de serviços gerais do Papa João Paulo I, Catarina Cordeiro, conta que ela e mais uma funcionária cuidam sozinhas da limpeza de dezoito salas de aula nos períodos da manhã, tarde e noite.

“Não conseguimos vencer o trabalho, pois não dá tempo de limpar todas as salas. O colégio fica sujo e os professores e alunos têm reclamado bastante”, afirma. “Além disso, o colégio está sem cantineira para preparar o lanche das crianças”.

No Leôncio Correia, no turno da manhã, de acordo com Tereza, existem apenas quatro funcionárias para limpar 38 salas de aula, biblioteca, laboratório e cuidar dos alunos no pátio. Já a cozinha é comandada por uma única pessoa, que além de preparar comida para novecentos alunos também precisa servi-los e lavar a louça.

A agente educacional Beatriz da Silva, que trabalha no Leôncio, confirma a informação. “Atuo como inspetora de alunos, mas devido à falta de funcionários também estou tendo que trabalhar na limpeza, como na varreção do pátio do colégio. Este não é um problema atual, mas que vem de longa data. Porém, o governo não faz nada para resolvê-lo”.

Secretaria

De acordo com a direção geral da Secretaria de Estado da Educação (Seed), “já foi encaminhado ao governador uma proposta para resolver o problema. A Seed está no limite prudencial com gastos com pessoal, em obediência à Lei de Responsabilidade Fiscal. Dentro deste limite, a situação será normalizada”.