Música clássica, aulas de piano, violoncelo, livros, composições… Tudo isso faz parte do dia a dia do pequeno Adauto Kovalski da Silva, de apenas 12 anos de idade. Um gênio paranaense em artes, que coleciona prêmios e recordes, não só nacionais. Em 2008 e 2009, esteve no livro Guinness World Records como o escritor mais jovem a ter um livro publicado. Com 5 anos, Adauto colocou nas livrarias seu primeiro trabalho literário: “Aprender é fácil”.

O livro foi uma maneira encontrada para ajudar os colegas de escola a entenderem o que a professora ensinava. “Eu via que eles não entendiam e aí chegava em casa e procurava maneiras de mostrar que era fácil aprender tudo aquilo”, conta Adauto. Quatro anos depois de o livro ser escrito, a tia do garoto, Maria José Kovaslski, conseguiu colocar sua proeza no Guinness Book.

Os primeiros sinais dos talentos artísticos surgiram muito cedo. Aos 3 anos, Adauto tocava tambor. Por incentivo da avó, que buscava distrações para o menino, que tinha problemas com a mãe. Já na casa da tia, ele pintou sua primeira tela com 3 anos e meio. Ganhou o título de o mais jovem pintor em telas. Na prateleira das premiações estão também os títulos de o mais jovem compositor de partitura para piano e o mais jovem a concluir o curso de composição de melodias, todos inscritos no Ranking Brasil. São 9 anos vivendo com os incentivos dos tios que o criam, apoio que na literatura já resultou em oito livros escritos, dos quais seis deles publicados, e um novo iniciado.

Apesar dos vários livros, a música é sua grande paixão. Tem 18 composições para piano, todas ligadas a momentos e fatos do seu cotidiano. A primeira aula de piano foi em agosto de 2005. Em outubro do mesmo ano ficou em terceiro lugar num concurso nacional. Há dois meses veio sua última conquista. Foi primeiro colocado no Concurso Latino-Americano Rosa Mística. Como presente da tia, ganhou um violoncelo. Começou as aulas há duas semanas, mas o piano segue como prioridade.

E com tantos dons, indiferença ao videogame e computador, contrariando o cotidiano de qualquer menino de 12 anos, Adauto não perde o encantamento da infância. “Gosto de banho de mangueira”, revela. E com uma rotina nada comum, já aprendeu a conviver com as diferenças. “Me acham estranho porque não gosoto de videogame. Mas prefiro ir num concerto, numa viagem que traz mais cultura. Tudo bem, faço amigos nas aulas de música”, explica Adauto.

Piloto, maestro ou biocentista?

Nascido em Araucária, Adauto Kovalski da Silva vive em Curitiba com os tios desde seus 3 anos de idade. Para a tia, Maria José Kovalski, ele é mais que um menino com dons para as artes. Sua dedicação ao próximo faz dele uma criança ainda mais especial. “Ele representa um pouquinho de Deus no mundo”, resume a tia, relembrando ações do sobrinho, como levar meninos de favela para terem aulas de piano em sua casa. “Antes das aulas eu dava banho neles, trocava roupas e fazia um café. Toda semana vinham cinco crianças aqui”, conta Maria José.

Nos sonhos futuros do menino, o desejo de ser piloto de avião e biocientista, mas sem esquecer de deixar um espaço para as pessoas necessitadas. “Depois que voei pela primeira vez, nunca mais esqueci. Aviões são uma paixão. Mas também penso em ser maestro. Ou fazer um pouco de tudo isso”, planeja Adauto.

Veja o vídeo com o menino tocando piano.