A nova estação, a maior do Estado: capacidade
para tratar 4.200 litros de água/segundo.

Não vai faltar água tratada para Curitiba e municípios da Região Metropolitana até 2010. Quem garante é o governo do Estado, que hoje inaugura em Pinhais a Estação de Tratamento do Iraí, a maior do Paraná. Ela tem capacidade para tratar 4.200 litros de água por segundo, atendendo a 2 milhões de pessoas. A estação vai suprir um déficit de 15% entre oferta e demanda. Segundo o governo, ela também vai acabar com problemas de falta de água no litoral e minimizar os problemas causados pelas algas no reservatório do Iraí.

A estação começou a operar experimentalmente em fevereiro produzindo mil litros de água por segundo. Agora ela passa a opera 1.500 mil litros/segundo. O presidente da Sanepar, Carlos Afonso Teixeira de Freitas, explica que a quantidade de água tratatada será aumentada de acordo com o aumento da demanda.

Antes do início do funcionamento da Estação do Iraí, havia na região três estações de tratamento na capítal: a do Tarumã, Passaúna e Iguaçu. Elas abasteciam Curitiba, Pinhais, São José dos Pinhais, Colombo, Araucária e Almirante Tamandaré. Agora o atendimento foi ampliado para Campina Grande do Sul, Quatro Barras e Piraquara.

A Sanepar anuncia que vai construir mais uma estação, a do Miringuava. A capacidade do novo empreendimento será de 2 mil litros por segundo, o que garantiria o abastecimento de água até 2015. Nesta fase serão incorporados ao sistema os municípios de Fazenda Rio Grande, Campo Largo e Campo Magro.

Menos produtos químicos

Na nova estação, o processo de limpeza e purificação da água ocorre por meio da flotação, diferente do modo convencional que é a decantação. Nele, são adicionados a água produtos químicos que coagulam as impurezas. Depois a água passa por um tanque onde é feita a injeção de ar de baixo para cima, o que faz com que as partículas de resíduos subam até a superfície e depois sejam retiradas. No convencional, é preciso usar mais produtos químicos para que os flocos se coagulem e se depositem no fundo do tanque.

No novo sistema, os resíduos retirados passam por um processo de tratamento e são usados em olarias para fazer tijolos. “Antes os resíduos voltavam para o rio, agora são retirados e tratados”, comenta o gerente geral do Programa Paranasan. O presidemte da Sanepar ressalta que o processo também ajuda na diminuição dos problemas causados pelas algas, como o mau cheiro e gosto ruim, já que elas ficam na superfície.

O processo é também mais econômico, já que a área da estação é menor que de outras, mas com capacidade para produzir mais. Durante a limpeza também msão usados menos produtos químicos, resultando numa economia de 25%. Mesmo assim, o bolso do consumidor não vai sentir a diferença. Freitas afirma que os recursos serão usados para amortizar o financiamento da obra.

Para concluir a primeira e a segunda fases do programa Paranasan estão sendo gastos 215 milhões de reais. Grande parte do dinheiro veio do governo japonês e o Estado terá 25 anos para quitar a dívida. No programa também estão incluídas obras de saneamento básico. Hoje Curitiba e Região Metropolitana têm 62% da população atendidas pela rede de esgoto. Em dois anos o número deve subir para 85%.