A localização de pontos críticos de infestação do mosquito da dengue, Aedes aegypti, através de GPS. É isto o que permite o recém-lançado Sistema de Monitoramento e Controle Populacional do Aedes aegypti (SMCP-Aedes), desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Pernambuco e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com a participação do Laboratório de Estatística e Geoinformação da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Segundo o coordenador dos trabalhos pela UFPR, professor Paulo Justiniano Ribeiro Júnior, o sistema permite tanto o monitoramento quanto o controle do mosquito.

Em Recife (PE), foram espalhadas por diversos pontos da cidade 563 armadilhas para o Aedes aegypti. Estas contêm um líquido natural que atrai a fêmea do mosquito e cria um ambiente propício para que ela coloque seus ovos.

“As fêmeas colocam os ovos em uma paleta presente na armadilha. Esta paleta é retirada e os ovos são contabilizados através de um aparelho de processamento de imagem, sendo que a contagem vai para um banco de dados. Posteriormente, cabe a nós, da Federal do Paraná, fazer a análise dos dados”, comenta o professor.