Teve início, na manhã desta terça-feira (10), a obra de dragagem emergencial do Canal da Galheta. O prazo para a conclusão do trabalho é de 100 dias. Serão dragados cerca de 3,67 milhões de metros cúbicos de sedimentos do Canal, numa área de seis quilômetros de comprimento. Com a finalização dos trabalhos, o Canal da Galheta voltará a ter suas dimensões originais de 200 metros de largura e 15 metros de profundidade.

A draga HAM 310 tem 13,5 mil metros cúbicos de cisterna. A área de despejo do material está localizada a 16,3 quilômetros do centro do Canal da Galheta. A estimativa é que a retirada de sedimentos e o despejo leve, em média, cerca de quatro horas.

Considerando este tempo, a expectativa é que a draga faça de quatro a cinco viagens por dia. O equipamento funcionará ininterruptamente e, a cada duas semanas, a draga deixará o Canal para abastecer, pegar suprimentos e realizar eventuais serviços de manutenção. Ao todo, 30 pessoas trabalham na embarcação.

Durante a última semana foi realizada a batimetria oficial do Canal, para servir de base às futuras medições e fiscalização do contrato. As bóias que sinalizam o Canal foram deslocadas e nas primeiras viagens da draga um prático irá a bordo acompanhando as operações.

As manobras de entradas e saídas de navios não serão prejudicadas enquanto a draga estiver trabalhando no Canal da Galheta. O trabalho será feito em conjunto com a Praticagem, e a Capitania dos Portos emitirá os comunicados de Aviso aos Navegantes, informando sobre os trabalhos no Canal e sobre os deslocamentos de bóias.

Emergência

Em função dos sucessivos incidentes climáticos, a situação do Canal da Galheta piorou bastante nos últimos tempos. Num intervalo de 121 dias, entre agosto e dezembro do ano passado, o talude (que são as paredes do canal) avançou 54 metros.

Isso fez com que a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) optasse pela realização de uma dragagem emergencial. A empresa Somar Serviços de Operações Marítimas foi a vencedora da Consulta de Preço realizada pela Appa. A obra vai custar R$ 29,367 milhões e será paga com recursos próprios da autarquia.

Como se trata de equipamento complexo, que opera em ambiente agressivo, as dragas necessitam manutenção constante, o que leva a paradas preventivas para ajustes técnicos, como ocorreu nas semanas que antecederam ao início das atividades. Outras paradas técnicas estão programadas.