Após três meses de um bem- sucedido teste, o projeto Comunidade Escola, que mantém atividades para a comunidade nas escolas municipais de Curitiba aos finais de semana, foi protocolado. A assinatura de intenções entre o prefeito Beto Richa (PSDB) e o representante da Unesco, Jorge Werthein, aconteceu na manhã de ontem, na Escola Maria Marli Piovesan, no Uberaba.

O projeto ganhou formas em maio, com a criação de um projeto piloto. ?Foi um compromisso de campanha e está dando certo. É um modo de promover o envolvimento de pais e mães de alunos com a escola?, diz o prefeito. Ele ressalta a preocupação da atual gestão com o processo educacional não apenas de crianças e adolescentes, como também da comunidade, de uma maneira mais ampla.

Na prática, o Comunidade Escola funciona semelhante a um clube social, já que desenvolve atividades esportivas e culturais nos espaços físicos disponibilizados pelas escolas – como quadras esportivas e laboratórios de informática, promovendo integração e sociabilização de toda a comunidade. Há também possibilidades, conforme a necessidade, para a promoção de cursos profissionalizantes, como marcenaria e culinária. O modelo é semelhante ao programa Abrindo Espaços, lançado pela Unesco no Brasil em 2000 e que é desenvolvido hoje em dez estados brasileiros.

Nos primeiros meses de testes, o projeto foi implantado em nove escolas nas principais regionais da cidade e beneficiou 50 mil pessoas das comunidades. Com a assinatura do acordo com a Unesco, que dará a chancela e avalizará a contratação das pessoas envolvidas no projeto, a expectativa é de que em quatro anos, 120 escolas da rede pública municipal recebam o projeto. Até o final deste ano, a precisão é de que o projeto chegue a mais 26 escolas.