Em algumas situações a internet ajuda a driblar a burocracia e as filas. São os casos do Título de Eleitor, a Carteira de Identidade e o CPF. Mas pra outros documentos, é indispensável o uso da internet. O passaporte é um exemplo. Além de ser o documento mais caro entre os levantados, gerando uma guia de R$ 156,07, este documento apenas pode ser solicitado através do site da Polícia Federal.

Outra situação em que a internet se torna extremamente necessária é pra solicitar o seguro-desemprego. Apesar de existir a possibilidade de se conseguir um “encaixe”, a orientação é sempre agendar. “Antes, muitas pessoas madrugavam na fila, apenas pra garantir o atendimento. A estrutura da agência não comportava toda a demanda, por isso, pra evitar expor o trabalhador a essa situação de risco, foi decidido organizar melhor os horários através do agendamento”, explica a coordenadora do seguro desemprego da Agência do Trabalhador, Fátima Regina Martins Siqueira.

Futuro com chip

Em breve, o cidadão poderá andar por aí com um documento só. Na semana que passou, a presidente Dilma Rousseff encaminhou ao Congresso o projeto de lei que cria o Registro Civil Nacional, documento de identificação com chip, que vai unificar informações de vários cadastros do cidadão. Se for aprovado, o documento permitirá que o portador seja tratado “como único que é”.

“Quem não sonha sair de casa carregando apenas um documento, em vez de ser obrigado a sair carregando todos eles? Quem não sonha fazer uma transação comercial, abrir uma conta, ou até registrar imóvel apenas com a apresentação de um documento? É preciso descomplicar a vida das pessoas. O Estado tem o dever de ser mais eficiente, adotando todos os recursos tecnológicos disponíveis para atender bem a vida do cidadão”, afirmou a presidente.