Foto: Ciciro Back

Gilberto Martin: ?Foi um caso importado da doença?.

Está confirmado: o empresário maringaense Almir da Cunha, de 47 anos, morreu, no último dia 8, vítima da febre amarela. O anúncio foi feito ontem pelo secretário de Estado da Saúde, Gilberto Martin. No município, o secretário da Saúde, Antonio Carlos Nardi, também comentou a confirmação. Segundo os dois, nada muda na rotina da saúde e não há motivos para pânico.

O paciente passou quase 15 dias em Caldas Novas, no estado de Goiás, área endêmica da doença. Quando retornou a Maringá, ele já estava com os sintomas. Almir foi internado no último dia 6, no Hospital Santa Rita, foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no dia seguinte e faleceu no último dia 8.

De acordo com Martin, o resultado da análise saiu ontem no final manhã. ?Foi encaminhado pelo Instituto Adolpho Lutz, de São Paulo, e deu positivo para febre amarela. Ou seja, o paciente foi a óbito pela doença?, comunica o secretário de Estado. Segundo ele, ?do ponto de vista do que vem sendo feito não muda nada, entre outros motivos, porque esse foi um caso importado da doença e não autóctone?, afirma.

Como ainda comenta o secretário, outro fator que deve tranqüilizar a população maringaense é que a cobertura vacinal do município está em torno de 98%. No entanto, ele orienta que quem ainda não tomou a vacina deve providenciar. ?Essa confirmação não é preocupante. Continuamos na condição de que já vínhamos assumindo assim que foi feita a notificação do caso. Epidemiologicamente podemos afirmar que dificilmente teremos um caso de febre amarela autóctone do Paraná?, completa.

Em Maringá

De acordo com o secretário da Saúde de Maringá, Antonio Carlos Nardi, todas as manobras, ?prevendo essa confirmação?, já vinham sendo feitas. ?Intensificamos as ações de combate ao Aedes aegypti, mosquito também vetor da febre amarela, varreduras e orientação da população sobre a vacinação. Porém, vamos continuar intensificando a vigilância ambiental e epidemiológica para conseguirmos manter tranqüila a população?, afirma.

Nardi ainda comenta que a notícia pode alarmar a comunidade, mas, segundo ele, não há razões para isso. ?Lembramos que esse caso não ocorreu em Maringá, nem no Paraná. E que ainda não há no Estado, nem no País, nenhum caso de febre amarela urbana notificado. A população tem que se manter calma, pois estamos com índice de cobertura vacinal alto e para os que ainda não tomaram dose da vacina (nos últimos dez anos) temos vacina para todos?, esclarece.

O secretário de Estado ainda lembrou que a vacina protege por uma década. ?Quem já tomou há menos de dez anos não precisa tomar outra dose, pois já está imunizada. Ao fazer isso, as pessoas cometem um equívoco de ordem social. Além de estar colocando a própria saúde em risco, compromete a oferta de vacina para as outras pessoas que ainda não se vacinaram?, orienta.