Desde o início da guerra no Iraque, há pouco mais de um mês, os atrasos nas correspondências enviadas para países localizados naquela região têm sido uma preocupação constante da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Isso se deve às constantes alterações nos horários de vôos internacionais com destino à Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Síria, Turquia e, principalmente, Iraque.

Segundo o gerente de atendimento dos Correios do Paraná, Carlos Henrique Richter, em todo País, as correspondências enviadas à região do Golfo Pérsico representam menos de 5% do total de correspondências internacionais. “Por incrível que pareça, depois de que a guerra teve início o número de correspondências à região diminuiu ainda mais”, explica.

No Brasil, por amostragem, as cartas enviadas ao Oriente Médio passam por revista. Existem equipamentos de raios-x, de detecção de produtos tóxicos e de cartas-bombas. “Acreditamos que, na região do Golfo, as correspondências estejam sendo revistadas uma à uma, de forma bem mais criteriosa. Esse pode ser outro motivo de possíveis atrasos”, finaliza Carlos Henrique.