Entre os dias 14 e 16 de novembro acontece em Curitiba o 45º Congresso Brasileiro de Ortopedia. Durante o evento será lançada a versão brasileira da campanha global “ Capture a Fratura ”, da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), com o objetivo de diminuir a incidência das fraturas causadas pela doença. O evento será realizado no Teatro Positivo, em Campo Comprido, e é uma iniciativa da farmacêutica Servier no Brasil.

A campanha tem como foco interromper as fraturas de repetição que ocorrem após o primeiro trauma. “Muitas vezes o paciente desconhece que tem osteoporose e já chega ao consultório com uma fratura. Mas está comprovado que uma fratura de punho dobra o risco de uma na coluna vertebral que, por sua vez, multiplica por cinco o risco de uma de quadril”, explica Bernardo Stolnicki, coordenador nacional da campanha e vice-presidente do comitê de Doenças Osteometabólicas da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).
 
Outros casos de sucesso

A campanha da IOF já mostra frutos internacionais, como o registrado na Universidade de Glasgow, na Escócia. No local, 21 mil libras foram economizadas para cada mil pacientes tratados pelo programa, em comparação ao atendimento tradicional prestado no Reino Unido.

Já na Califórnia (EUA) foi observada uma redução de 37% na taxa de fratura de quadril, o que significa uma prevenção de 935 fraturas. E no Hospital Geral Conrad Repatriation, em Sydney, na Austrália, a incidência de fratura para os pacientes tratados foi 80% menor.

 Dados

 A IOF estima que uma fratura por osteoporose ocorra a cada 3 segundos, o que corresponde a 25 mil casos por dia, ou 9 milhões por ano, em todo o mundo. A expectativa é que esse número continue a crescer: em 2050 serão mais de 26 milhões de casos. Só no Brasil, diariamente, 334 pessoas sofrem fraturas no quadril, comuns aos pacientes com osteoporose.

Modelo 

A abordagem sistemática criada pela IOF para evitar as fraturas de repetição é conhecida como Fracture Liaison Service (FLS). O serviço multidisciplinar recomenda que, ao chegar com uma fratura ao hospital, o paciente, após o tratamento cirúrgico, deve ser identificado e investigado para osteoporose, com a realização de exames, como densitometria óssea e Raio-X.

Para os casos em que é identificada a osteoporose, e há risco de novas fraturas, o programa recomenda o uso de tratamentos específicos que possam prevenir refraturas no longo prazo, como é o caso do já usado há 10 anos, ranelato de estrôncio, que atua na formação de osso novo.