Depois de dois dias, foi controlado o incêndio na área de reflorestamento da fazenda Coqueiro, localizada no município de Foz do Jordão, no Centro-Sul do Paraná. De acordo com o Corpo de Bombeiros, não existe mais nenhum vestígio de fogo no local, mas o prejuízo total causado pelo incêndio e a quantidade da área que foi devastada ainda não foram contabilizados.

Ontem à tarde, por precaução, uma viatura ainda estava na fazenda realizando um monitoramento. Um relatório sobre a ação ainda está sendo elaborado pelos bombeiros. O incêndio foi constatado na manhã de segunda-feira e se desenvolveu a partir de pequenos focos, se alastrando por parte dos 1,5 mil alqueires da área de reflorestamento de pinus. A área atingida estava avaliada em R$ 10 milhões.

Segunda a empresa Trombini Florestal S/A, responsável pela fazenda Coqueiro, o terreno ficou praticamente devastado. Além da área de reflorestamento, a fazenda ainda abrange uma reserva legal e uma área de proteção ambiental. Bombeiros, funcionários da empresa e moradores da região ajudaram no combate ao fogo no local. Na terça-feira, o fogo já estava praticamente controlado, mas dois novos focos surgiram e os bombeiros tiveram que intensificar os trabalhos.

O gerente da Trombini, Fernando Volpateo, afirmou, no início da semana, que havia recebido algumas ameaças anônimas, alertando sobre a possibilidade de uma ação ser realizada na região. Ele também informou que as pessoas que fizeram as denúncias diziam fazer parte do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

A empresa teria entrado em contato com a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) para que as ameaças fossem apuradas. No entanto, a coordenação do MST negou nessa terça-feira qualquer envolvimento com o que ocorreu em Foz do Jordão. Ele acredita que o incêndio tenha sido causado acidentalmente e que acabou se alastrando devido ao clima seco.