O corpo do maestro Christian Buss, que morreu afogado anteontem, na Ilha do Mel, litoral do Estado, está no Instituo Médico-Legal (IML) de Paranaguá. Os dois músicos alemães que se afogaram já receberam alta do Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá.

Segundo informações do hospital, Ana Sophie Schereger e Daniel Veiht sofreram apenas ferimentos leves. No incidente, 14 pessoas foram arrastadas por uma corrente de retorno. Surfistas e moradores da ilha prestaram socorro às vítimas. No local, não havia guarda-vidas.

Segundo o consulado honorário da Alemanha em Curitiba, a família do músico está decidindo se vem até o Brasil para fazer a liberação do corpo ou se faz isso por meio de uma procuração, o que seria, de acordo com o consulado, a medida mais provável a ser feita.

O consulado honorário informou também que os trâmites devem demorar de cinco a dez dias. O consulado alemão em São Paulo informa que está dando toda a assistência aos músicos da orquestra Musikverein Echo Ubstadt. Após a liberação, o corpo do músico seguirá para São Paulo e de lá vai para Alemanha. Ele deve ser enterrado na cidade de Kraichtal, perto de Frankfurt.

Salva-vidas

Para o presidente da Associação de Comércio e Turismo da Ilha do Mel, Carlos Gnata, o ideal seria que houvesse bombeiros durante toda a baixa temporada na ilha.

“Durante esse período, contamos somente com o pessoal do Salva Surf. Embora eles façam um bom trabalho, seria muito bom se houvesse um posto avançado dos bombeiros, pois eles possuem um treinamento mais adequado para enfrentar esse tipo de situação. A ilha é um dos pontos turísticos mais visitados do Paraná e poderia haver mais segurança para o turista. O Estado não pode ficar omisso para dar atendimento para a população”, garante.

Mesmo com o incidente, não só a Ilha do Mel como todo o litoral do Estado vão continuar sem guarda-vidas durante a baixa temporada. De acordo com o major Edenílsom Barros, do Corpo de Bombeiros do litoral, não há efetivo suficiente para deixar salva-vidas nos 96 postos durante o ano inteiro. “Se for colocar pessoal para ficar nos postos, teria que desfalcar um outro setor, como, por exemplo, o combate ao incêndio”, responde.