Foi identificado ontem o corpo da paranaense Zenilda Otília dos Santos, 41 anos, uma das vítimas do acidente com o avião da TAM na última semana. Natural de Peabiru, no centro-oeste do Estado, ela morava havia quatro anos com a família em Natal (RN), onde deverá ser sepultada. Ela, o marido e os dois filhos estavam em férias na Serra Gaúcha, com um pacote de viagens que terminava na quarta-feira. Mas no dia anterior, deixaram o grupo com que viajavam e resolveram voltar mais cedo para casa.

Até o fechamento desta edição, continuavam sem identificação os corpos dos paranaenses Gustavo Pereira Rodrigues, Emerson Freitag, Eduardo Mancia e Soraya Charara.

Para auxiliar neste trabalho, o Instituto de Criminalística do Paraná começou a coletar ontem amostras de sangue de familiares das vítimas. ?É uma situação bastante complexa e estamos prontos para ajudar, já que temos um laboratório que é referência no Brasil?, disse o chefe do Laboratório de DNA do Instituto de Criminalística do Paraná, Renato Dall?Stella. A partir da coleta de sangue dos familiares, será obtido o perfil genético de cada um e encaminhado para São Paulo.

Afonso Pena

A terça-feira foi mais um dia de longas filas e espera no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais. Até as 18h10, 67% dos 84 vôos programados sofreram atrasos superiores a uma hora. Outros 17 foram cancelados.

Durante todo o dia, o que se via eram passageiros abatidos, cochilando em salas de espera e procurando controlar a tensão e a ansiedade através de livros, revistas e agulhas de tricô.