A novela da bilhetagem eletrônica teve mais um capítulo ontem (18), quando a CPI do Transporte Coletivo da Câmara de Curitiba voltou à Urbs para cobrar respostas de ofício protocolado neste mês. A repetição de questionamentos e informações trouxeram à tona assunto até então encerrado: os termos da negociação envolvendo Urbs, Instituto Curitiba Informática (ICI) e Dataprom no fornecimento “sem custos” da solução que abrange o código-fonte da bilhetagem eletrônica. Esse ganho de autonomia, no entanto, pode acabar antes de começar, porque prefeitura e Urbs consideram necessário novo processo licitatório para contratar empresa que atualize o código-fonte.

O presidente da Urbs, Roberto Gregório da Silva Junior, disse desconhecer em que termos acabou a negociação que levou a Dataprom, empresa que desenvolveu a solução, a abrir mão dos R$ 4 milhões que seriam cobrados pela liberação do código-fonte. “Não temos condições de explicar. Quem poderia responder melhor é o ICI”, disse. “Para a Urbs assumir diretamente a manutenção do código-fonte implicaria na contratação de pessoas e realização de concurso público.

Negociação

Por isso, a licitação da manutenção é mais viável”, argumentou. A assessoria do ICI informou que não entra em detalhes sobre a negociação, porque isso caberia aos órgãos públicos. Nenhum representante da Dataprom que negociou o acordo foi localizado.