A oferta do exame de HIV nas 93 unidades de saúde de Curitiba, desde dezembro do ano passado, fez aumentar o número de pessoas que têm feito o exame. Um balanço da Secretaria Municipal da Saúde comprova que, nos primeiros cinco meses de implantação do programa, houve um crescimento de 78% no número de pessoas que fazem o exame.

No ano passado, antes de o serviço passar a ser oferecido nas unidades básicas, quem queria fazer o teste realizava o exame no Centro de Orientação e Aconselhamento (COA) ou Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). Enquanto a média em 2001 era de novecentos exames por mês, todos feitos no COA, este ano a média já é de 1.600 exames mensais feitos no COA e nas unidades de saúde.

“Não é preciso requisição do médico ou qualquer outra formalidade e o exame é de graça”, explica a coordenadora do programa da Secretaria da Saúde, Raquel Cubas. “A pessoa só precisa dizer que quer fazer o teste.”

Desde dezembro do ano passado, quando o serviço passou a ser oferecido, até abril deste ano, foram realizados 11.545 exames. A testagem de janeiro a abril identificou 306 pessoas com resultado positivo, o equivalente a 4,81% do total de testes no período (6.351).

Todos eles foram encaminhados para o serviço de referência e têm o acompanhamento necessário com a realização de exames, atendimento médico e, quando necessário, aos medicamentos.

Gestantes

As gestantes que ingressarem no programa Mãe Curitibana e não quiserem fazer o teste de HIV, um dos 12 exames disponibilizados para as mulheres que participam do programa, deverão assinar um termo de recusa do teste anti-HIV. A portaria que criou o documento foi assinada pelo secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, na última quinta-feira e, a partir de agora, a declaração estará disponível em todas as unidades de saúde. Todo mês, 1.300 gestantes ingressam no programa da Prefeitura.

Ao assinar o documento a mãe irá declarar que foi informada a respeito dos benefícios do exame e dará ciência de que o diagnóstico e tratamento do HIV durante a gravidez diminui as chances de transmissão do vírus para o bebê. O exame é gratuito e sigiloso.

Desde o início do programa Mãe Curitibana, em maio de 1999, até o fim de 2001, 41.669 mulheres fizeram o teste, o equivalente a 88% do total de 47.351 gestantes vinculadas ao programa. Do total de testes realizados foram identificados 387 exames positivos, o equivalente a 0,93% do total.