Foto: Sesa

Este ano, no Estado, 18 pessoas já foram intoxicadas pelo animal. Último óbito foi em 2004.

Nesta época do ano, as lagartas estão se preparando para a reprodução e os acidentes se tornam mais comuns. A população deve ficar atenta porque uma espécie desses insetos, a lonomia, pode matar uma pessoa em até quatro dias. Este ano, em todo o Estado, 18 pessoas já foram intoxicadas pelo animal. O último óbito registrado foi em 2004, na cidade de Tijucas do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.

Na primavera e no verão as lagartas ficam muito ativas. Elas precisam ficar bem alimentadas porque ficarão entre 15 e 30 dias em estágio de pupa, para posteriormente se transformar em mariposa ou borboleta. É a alimentação que vai fornecer a energia necessária para atravessar essa fase.

Por isso, é comum ver nessa época do ano árvores inteiras tomadas por esses bichinhos. Só o Centro de Zoonoses de Curitiba vem recebendo diariamente cerca de 15 ligações da população preocupada com o contato com esses animais. A bióloga Cláudia Staudacher explica que as lagartas são importantes para o meio ambiente e que nem todas são perigosas.

Mesmo assim, a população precisa ficar atenta porque a Lonomia, além de provocar queimaduras como outras espécies, também pode levar a morte. O veneno entra na corrente sangüínea quando os seus espinhos são quebrados ao serem pressionados pelo corpo. A substância altera a coagulação do sangue e as pessoas começam a ter hemorragias internas e externas. Desde 1989, quando os casos começaram a ser notificados, até hoje, ocorreram 398 acidentes com a essa lagarta. Seis pessoas pessoas morreram. ?Todos os óbitos ocorreram até o quarto dia após o acidente. Três pessoas morreram com hemorragia cerebral e as demais com hemorragia renal?, comenta a bióloga, chefe divisão de zoonoses e de intoxicação da Secretaria Estadual de Saúde do Estado, Gisélia Rubio.

A lonomia aparece com mais freqüência na região centro-sul do Estado. Em Curitiba, já foi encontrada no zoológico e em bairros como Ganchinho e Barreirinha. O seu habitat era a mata nativa, mas com a destruição das florestas ela foi se adaptando e agora é vista com freqüência em árvores frutíferas como pessegueiro e ameixeira.

As pessoas que entrarem em contato com uma lagarta com espinhos devem procurar um posto de saúde para que seja identificado o animal. Nem todas são da espécie lonomia. Quem for envenenado por esta lagarta começa a apresentar manchas roxas pelo corpo entre 10 e 12 horas após o contato. Nesse caso, é preciso procurar um hospital rapidamente. As pessoas também podem obter mais informações pelo telefone 0800-410148.