Crianças hospitalizadas não
precisam ficar sem estudar.

A Liga Paranaense de Combate ao Câncer (LPCC), mantenedora do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, desenvolve há 16 anos o Projeto Mirim de Hospitalização Escolarizada, em parceria com a Prefeitura Municipal de Curitiba, com os pacientes da ala de pediatria da instituição. Por causa da doença e seu tratamento, as crianças deixam de estudar no período de internação ou largam totalmente a escola. Para amenizar este problema, uma sala de aula foi montada pelo hospital e a Secretaria Municipal de Educação cedeu uma professora do ensino regular para fazer o acompanhamento dos pacientes.

“A criança pode ficar internada por muito tempo. Com as aulas, volta à escola com pouca chance de reprovação”, comenta o superintendente da LPCC, Luiz Antônio Negrão Dias. “Contribuímos para a reintegração na sociedade, daquele que teve câncer, pois há muito preconceito”.

A professora do projeto, Neide Esmanhotto, conta que o estudo dentro do hospital também está ligado com a motivação de continuar lutando contra a doença. “Quando se fala de estudo, se fala de amanhã. E isso ajuda a manter acesa a esperança da recuperação”, avalia. Os pacientes não são obrigados a participar das aulas.

Esse projeto está entre os dez finalistas do 1.º Prêmio de Oncologia Novartis – Saúde Brasil. Os três melhores trabalhos, que abrangem áreas sociais e científicas relacionadas ao câncer, serão premiados no dia 28 de abril.

Outro projeto da LPCC que está entre os finalistas é o de Orientações de Enfermagem ao Paciente que inicia o Tratamento de Radioterapia. A idéia surgiu da observação da enfermeira Angelita Vicentin sobre a necessidade de informações aos pacientes que se submeteriam à radioterapia, a fim de contribuir para a aceitação pessoal e melhor desempenho do tratamento. Um vídeo de vinte minutos foi criado com as principais explicações e cuidados. O projeto foi posto em prática há um mês e atendeu 98 pessoas. “Isso possibilitou que o paciente tivesse informações sobre a radioterapia, especialmente sobre o processo chamado simulação, quando são feitas marcas nos pontos do corpo que receberão a irradiação. Se tiver dúvidas, ele poderá saná-las com o médico”, indica Angelita.