O Dia dos Namorados não deve movimentar as vendas como, geralmente, se espera da data. Segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), somente 50,9% dos apaixonados estão decididos a comprar presentes. O cenário econômico de incertezas, motivou novas regras para a celebração dos apaixonados: entre aqueles que não vão adquirir lembranças para o 12 de Junho, 36,7% dizem ter um acordo com o parceiro para não haver troca de presentes neste ano. A retração é motivada pela pandemia do coronavírus.

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Considerada a terceira data comemorativa mais importante para o comércio no ano – ficando atrás do Natal e do Dia das Mães -, a diminuição drástica das intenções de compra para o Dia dos Namorados é a maior desde que a Fecomércio PR iniciou a série de sondagens, em 2016.

“O comportamento do consumidor por causa do cenário da pandemia já sinalizava que haveria uma queda no movimento do comércio. Detalhe interessante é que muitos namorados combinaram em não trocar presentes, isso já mostra o reflexo do momento da pandemia e da incerteza quanto ao futura da economia, evitando assim gastos desnecessários”, explicou Rodrigo Sepulcri Rosalem, diretor do Sistema Fecomércio/PR.

A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 29 de maio e ouviu 950 pessoas em todo o Paraná. O estudo mostra que 39,6% dos paranaenses não vão comprar presentes para a comemoração, enquanto 9,5% ainda estão indecisos. Entre os que não vão presentear, há ainda uma parcela de 28,7% que alega falta de condições financeiras.

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O levantamento apurou que para 71,2% das pessoas ouvidas, a crise causada pela Covid-19 impactou em sua decisão de compra do presente este ano. Entre as pessoas que deram essa resposta, 48,7% optaram por reduzir o valor do presente e outros 32,7% tomaram a decisão de não presentear.

Gastando menos

Deverá haver uma redução do tíquete médio do presente neste Dia dos Namorados. Enquanto em 2019 o valor foi de R$ 143,75, o gasto em 2020 será de R$ 133,51. Dentro desse montante, as principais escolhas de lembranças para os apaixonados serão artigos de vestuário e calçados, com 54,8%. Itens de perfumaria correspondem a 26,2%, enquanto jantar romântico é a opção de 24,4%. As flores são citadas por 9,8%. Outras opções citadas foram acessórios (9,4%), eletrônicos (6,9%), cesta de café da manhã ou chocolates (5,2%), joias (3,2%) e viagens (1,6%).

Para fazer as compras, os locais escolhidos são as lojas do centro da cidade, com 28,0%, número semelhante aos que vão optar pela internet: 27,0%. Os shopping são a opção para 16,5%, enquanto as lojas de bairro devem receber 8,9% do movimento. O comércio informal será procurado por 5,0% dos entrevistados; os hipermercados, 1,4%, e 13,3% ainda não sabem onde farão sua compra.

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Sem endividamento

Com o objetivo de evitar contas futuras o pagamento à vista será a principal modalidade utilizada, somando 48,9% das respostas, sendo 30% à vista do débito e 19,0% em dinheiro. O cartão de crédito deve ser escolhido com opção para o vencimento por 23,9% dos namorados e o parcelamento do cartão de crédito será acionado em 24,8% dos casos.

Mesmo om toda a projeção de diminuição das vendas, Rosalem acredita que a tendência é que a data volte a estar entre as mais prestigiadas novamente em um futuro próximo.

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“O Dia dos Namorados deve sim cair de posição no ranking de vendas, pois a data está num período que acreditamos ser um dos mais críticos da pandemia, mas não sabemos ainda se esta situação irá se prolongar até o Dia dos Pais e o Dia das Crianças. Mas acredito que esta situação tende a se normalizar a partir do próximo ano”, finalizou.


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