Atravessar a Rua Pedro Viriatto Parigot de Souza, no cruzamento com a Rua Padre Paulo Warkocz, na Cidade Industrial de Curitiba, é um desafio diário para alunos, professores e funcionários do Colégio Estadual Domingos Zanlorezi. A todo momento, os veículos passam pela Pedro Viriatto em alta velocidade, obrigando os pedestres a “apertar o passo” e arriscar a vida.

O maior movimento é entre às 7h e 7h30, devido aos veículos que seguem em direção ao campus da Unicemp, um pouco à frente do cruzamento. “As aulas começam no mesmo horário: 7h30. Isso faz com que o movimento seja imenso”, conta a assistente administrativa do colégio, Mariane Stonoga. “Por não conseguir atravessar a via, estou chegando atrasada ao trabalho quase todos os dias. Chego a ficar mais de quinze minutos à espera de uma oportunidade para atravessar.”

O mesmo conta a estudante Pâmela Fernanda Simon, que cursa a primeira série do ensino médio. Muitas vezes, com medo de atravessar, ela prefere desviar do trecho e dar uma grande volta para chegar à escola, mesmo que para isso tenha que sair um pouco mais cedo de casa. Os pais da garota também não ficam tranqüilos.

O limite de velocidade na Pedro Viriatto é de 60 km/h. Porém, os veículos passam com velocidade média de 80 km/h.

A cerca de cinqüenta metros antes do cruzamento existe uma lombada. Porém, os integrantes do colégio dizem que ela não é eficiente e solicitam a instalação imediata de um semáforo. “Assumi a direção da escola há três anos e, durante todo esse tempo, tenho visto alunos e funcionários falando das dificuldades de atravessar o cruzamento. Já fizemos um abaixo-assinado pedindo à Diretran a instalação de um sinaleiro. Até agora nada foi feito”, comenta a diretora Maria Cristina Zuqui Laverdi. “Sugeriram à APM (Associação de Pais e Mestres) de nosso colégio que contratasse um monitor de trânsito particular. Não acreditamos que só um guarda vá resolver o problema, sendo que nem há faixa de pedestres. Além disso, a maioria dos pais de nossos alunos é de baixa renda e não pode arcar com a despesa.”

O Estado entrou em contato com a Diretran, mas não obteve retorno.