Muitas pessoas aproveitam o período de férias para fazer cursos no exterior, mas as empresas de intercâmbio alertam para risco de viver ilegalmente em um país, caso não procurem uma empresa credenciada . Segundo denúncias do site www.brasilnet.co.uk, algumas “escolas-relâmpago” abrem e fecham as portas exclusivamente para vender matrículas falsas a estudantes que desejam entrar em outros países.

A coordenadora de Marketing da Word Study Curitiba ? empresa de intercâmbio cultural que há 20 anos atua no mercado ?, Liana Hibarino, adverte que o principal risco de uma pessoa ficar clandestina em outro país é ser deportada e nunca mais poder retornar ao local. “Por isso, para evitar problemas futuros, a melhor forma é viajar legalmente”, ensina.

Para saber se uma escola é credenciada ou não, é preciso verificar se ela é associada à Belta (Brazilian Education and Languages Travel Association), entidade de classe que controla a qualidade e seriedade de escolas e agências de intercâmbio no Brasil. Uma das formas de consulta à entidade é pelo site www.belta.org.br.

De acordo com Celso Rinji Takahashi, diretor comercial da Central de Intercâmbio, que há 13 anos está no mercado, além das informações da Belta, é importante também consultar o histórico das empresas e conversar com pessoas que já tenham viajado por intermédio da escola para saber como foi o processo. “Todas as informações são necessárias para garantir uma boa viagem, pois ficar ilegal em um país também pode prejudicar outras pessoas na obtenção de visto. O governo passa a ficar mais exigente”, acrescenta.