O município de Castro, na região dos Campos Gerais, está prestes a ter seu centro histórico tombado pelo Patrimônio Estadual. Uma série de estudos estão sendo realizados pela coordenadoria de patrimônio cultural da Secretaria de Estado da Cultura e o tombamento pode acontecer ainda este ano.

A diretora do Departamento de Cultura da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Castro, Christiani Vieira Strickert, conta que o tombamento foi solicitado pelo Ministério Público (MP) depois que, no ano de 2002, um procurador de Justiça visitou o município, reconheceu o valor histórico de suas construções e solicitou pesquisas relativas à necessidade de tombamento.

Podem ser tombados 160 imóveis datados dos séculos XVIII e XIX, localizados em 45 quadras centrais da cidade. Segundo a coordenadora do patrimônio cultural, Rosina Parchen, eles são classificados de um a quatro, dependendo do valor histórico e arquitetônico. "Estamos coletando dados, conversando com a comunidade e com a equipe que desenvolve o Plano Diretor de Castro. Tudo isso no início. O tombamento pode gerar uma série de benefícios ao município, e os estudos antes do tombamento abrangem vários pontos", comenta.

Christiani é da mesma opinião. Ela acredita que a ação do patrimônio cultural pode preservar a história do município, favorecer o turismo na região e, conseqüentemente, gerar emprego e renda à população. "As características originais do município serão preservadas e Castro aparecerá como pólo turístico no calendário nacional. É uma iniciativa que irá complementar o potencial da cidade, que já é grande", diz.

Castro já tem sete imóveis tombados pelo Patrimônio Estadual: Casa da Praça, Casa de Sinhara, Casa da Cultura Emília Erichsen, Estação Ferroviária, Fazenda Capão Alto e duas construções particulares, nas quais funcionam uma videolocadora e a redação de um jornal local. No último mês de março, o município completou 301 anos da concessão de sesmarias. Ele abriga diversas etnias, mas principalmente holandeses, japoneses e alemães.