Um dos principais debates sobre a Anemia de Fanconi, doença genética que afeta a medula óssea e aumenta a predisposição ao câncer, acontece nesta sexta e sábado, no Hotel Centro Europeu, em Curitiba. O 3º Encontro Brasileiro de Pacientes de Anemia de Fanconi reunirá cerca de 240 pessoas de todo o país, entre médicos e pacientes, para discutir novos tratamentos, características da patologia e prospecções de pesquisas na área.  
   

Apoiado pelo Instituto TMO/Associação Alírio Pfiffer, o evento trará profissionais de vários países para palestrar sobre o tema. Segundo o médico hematologista do Hospital de Clínicas, Li z andro Lima Ribeiro, cerca de 25 novos casos são diagnosticados anualmente no hospital, que é considerado referência nacional no setor de transplante de medula óssea.  
 
De acordo com o médico, a anomalia manifesta-se nos primeiros dez anos de vida e exige acompanhamento clínico a cada seis meses, pelo menos. “Infelizmente, ainda não há cura total para a síndrome. Contudo, quando acompanhada por um especialista, as chances de controlar as complicações em estágio inicial aumentam muito”, explica. Como a Anemia de Fanconi predispõe o aparecimento de cânceres, em muitos casos o diagnóstico precoce aumenta as chances de um transplante bem-sucedido. Segundo o hematologista, quase 20 destes procedimentos são realizados anualmente no HC.