Foto: Fábio Alexandre
Rua XV, sem movimento.

Apesar de ser dia útil, Curitiba estava deserta ontem. Tanto no centro quanto em outras regiões onde o ?agito? é certo na capital, poucos eram os comércios abertos. Os que resolveram funcionar atenderam poucos clientes. Embora desanimador para comerciantes e outros profissionais que tiveram que trabalhar, esse vazio já era esperado.

Normalmente, a banca onde Ângela da Silva trabalha, na Rua XV de Novembro, abre às 7h. Em dias normais, como é horário de ?rush?, o movimento é grande. Em uma hora, ela teria vendido, em média, mais de dez jornais. Ontem, ela abriu às 8h e, até às 9h, vendeu seis periódicos. ?O movimento está bem fraco. Acho que vai ficar assim o dia todo?, diz ela.

Na lanchonete, Miguel de Oliveira, que também está acostumado a atender muitos clientes na XV, lamentava o baixo fluxo de pessoas. ?Eu abri às 7h e por enquanto a lanchonete ficou assim: vazia. Já era esperado. Todo mundo emendou. Aqui, poucas lojas abriram?, afirma.

No mesmo local do centro, até para o gari Antônio Carlos o trabalho era pouco. ?Para limpar está ótimo. Tem pouca gente. Para uma segunda-feira, tem menos sujeira?, comenta.

No Centro Cívico, uma região também bastante movimentada, estava tudo parado. ?Eu saí às 7h30 de casa e agora são 10h e só fiz duas corridas. Normalmente eu faria, no mínimo, quatro. Além de pouco passageiro, o número de táxis rodando está bem reduzido. Todo mundo emendou. Eu estou aqui porque preciso ganhar dinheiro?, diz o taxista Elizeo da Silva.