A velocidade de veículos pelas ruas de Curitiba será fiscalizada por radares que usam tecnologia por ondas de rádio eletromagnéticas (doppler) e a laser. Essas medições são as mais modernas existentes para o monitoramento de velocidade nas vias. Elas também não geram impacto sobre o asfalto, pois não precisa ser feito cortes no chão, como acontecia nos radares atualmente em funcionamento em Curitiba.

A Prefeitura está com licitações abertas para compra dos dois tipos de equipamento: radares fixos, que usarão a tecnologia doppler (ondas eletromagnéticas) e radares estáticos portáteis, que funcionarão com laser, para fazer as medições de velocidades. Os radares estáticos portáteis serão colocados em cima de tripés e poderão ser deslocados facilmente para outras vias, caso haja a necessidade.

A utilização das duas tecnologias aumentará o poder de fiscalização, pois conseguirão pegar todos os veículos, inclusive as motocicletas, já que os radares atualmente em funcionamento em Curitiba não conseguem fiscalizar com precisão todas as motos.

“Não serão mais feitas intrusões no pavimento das ruas. Essas tecnologias doppler e a laser são as mais modernas para fiscalização de velocidade disponíveis no mercado internacional”, explicou o secretário municipal de Trânsito, Marcelo Araújo.

Na tecnologia atual, com o passar do tempo há o desgaste da fiação implantada na via com a constante passagem dos carros. Isso não acontece na medição virtual, com doppler ou a laser. A manutenção destes equipamentos tem baixo custo de manutenção e não geram impactos sobre o asfalto.

As duas tecnologias que serão utilizadas pelos novos radares de Curitiba também vão permitir a fácil instalação dos equipamentos, uma vez que não será necessário o bloqueio de vias ou faixas de trânsito para a instalação dos laços.

Tecnologia avançada – Cidades da Europa, dos Estados Unidos e do México só utilizam a fiscalização de radares com tecnologias a laser e por ondas eletromagnéticas.

Na Europa o uso de laços intrusivos só é permitido para gestão de tráfego, não podem ser usados para fiscalização com efeito de emissão de autos de infração, pois não medem a velocidade instantânea. A medição por laços virtuais são mais precisas.

No Brasil, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) utiliza a tecnologia doppler para fiscalizar a velocidade dos veículos em trechos de rodovias federais.

A cidade de São Paulo também, recentemente tem utilizado a medição de velocidade com radares não intrusivos, com medição virtual, para efeito de fiscalização.