Às vésperas de completar quatro anos, no mês que vem, o programa de coleta de lixo tóxico domiciliar de Curitiba contabiliza nada menos do que 33 toneladas de produtos prejudiciais à saúde e ao ambiente. A campeã de coleta é a lâmpada fluorescente, que somou 8,13 toneladas, ou 24,3% do total.

Também foram retiradas de circulação 7 toneladas de tintas, 6,72 t de remédios, 3,44 t de pilhas, 2,96 t de baterias de celulares, 2,86 t de produtos químicos, 1,04 t de toner, além de 817 quilos de inseticidas e 397 quilos de embalagens de agrotóxicos. O caminhão de coleta passa uma vez por mês em cada terminal de ônibus da capital, permanecendo no local das 7h às 15h. Os campeões de coleta são os terminais do Cabral, Hauer, Rui Barbosa e Campina do Siqueira. A pessoa entrega o lixo ao responsável, que o distribui em latões que existem dentro do caminhão, específicos para cada tipo de produto. Por dia, são recolhidos cerca de 30 quilos de material, enviados para a empresa Cavo, responsável pela destinação final.

Nelson Xavier Paes, diretor do Departamento de Limpeza Pública, ligado à Secretaria Municipal do Meio Ambiente, alerta para os problemas que o lixo tóxico pode causar se for jogado em qualquer lugar. Ele cita como exemplo o mercúrio das lâmpadas e o chumbo das baterias de celulares, que podem degradar o solo, atingir o lençol freático e afetar a saúde da população. “Dá para guardar o produto em casa e esperar pelo caminhão. Não há perigo nenhum nisso. O perigo está em jogá-lo fora de maneira inadequada”, explica.

O serviço é gratuito e o caminhão só coleta o lixo domiciliar. Para grandes geradores de lixo, há empresas que podem ser contratadas para fazer a destinação final. Segundo o diretor, a população precisa dar atenção especial também para seringas e agulhas usadas em casa, que devem ser bem embaladas para evitar que os funcionários da coleta sejam picados. “Quando acontece algum acidente com agulha, os funcionários da coleta ficam muito preocupados e é necessário fazer um acompanhamento de saúde para saber se houve infecção”, relata Paes.