Capital brasileira com a melhor cobertura vacinal infantil, segundo o Centro de Estudos Augusto Leopoldo Ayrosa Galvão (Cealag) da Santa Casa de São Paulo, Curitiba também já pode se considerar bem-sucedida na campanha de imunização de adultos contra a rubéola.

De acordo com o Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, até a última quarta-feira (29) 95,14% pessoas entre 20 e 39 anos haviam tomado a vacina. O Ministério da Saúde considera eficiente coberturas iguais a 95%.

Desde 9 de agosto, quando começou a campanha, a rede municipal de saúde imunizou 616.309 pessoas. Desse total, 321.429 são mulheres (97,2% do público feminino) e 294.880 homens (92,99% do público masculino).

Apesar do resultado colocar Curitiba numa situação tranqüila, a secretária municipal da Saúde em exercício, Edimara Fait Seegmüller, determinou que a rede municipal de saúde permaneça em campanha até 15 de dezembro – prazo máximo fixado pelo Ministério da Saúde para encerramento da ação e que será usado pela Secretaria Estadual da Saúde. Até agora o Paraná contabiliza 86,37% de cobertura.

Consciência coletiva

A razão para a permanência do município na ação é o interesse coletivo. “Sabemos que, entre todas essas pessoas que se vacinaram em Curitiba, pode haver quem seja de outras cidades. Portanto, haveria curitibanos que ainda não tomaram a dose.

Outra preocupação são os homens, que devem ter uma atitude solidária e contribuir para melhorar a vacinação entre o público masculino”, explica. Faltam apenas dois pontos percentuais para os homens atingirem a meta do Ministério da Saúde.

A rubéola não é uma doença grave para o público em geral, mas pode ser transmistida a gestantes. Daí o interesse nos homens, que são menos comprometidos com o calendário vacinal e também podem transmitir o vírus da rubéola para as grávidas, colocando em risco a saúde e até mesmo a vida de bebês que ainda não nasceram.

Para melhorar a cobertura da vacina contra rubéola em adultos, a Secretaria Municipal da Saúde continuará ofertando a vacina em sua rede de unidades de atendimento, no horário normal de funcionamento de cada uma delas até o último dia da prorrogação. Nos centros municipais de urgências médicas (CMUM), porém, a dose poderá ser encontrada também nos fina-de-semana.