Curitiba fechou 2008 com a menor taxa de mortalidade infantil entre as cidades brasileiras de mesmo porte (9,8 óbitos por mil nascidos vivos), sem casos locais de dengue e com prêmios importantes para os programas de atenção materno-infantil Mãe Curitibana e o de alfabetização de adultos Alfabetizando com Saúde.

A observação é da secretária municipal da Saúde em exercício, Eliane Chomatas, que apresentou nesta terça-feira (26), na Câmara Municipal, a prestação de contas do órgão referentes ao exercício passado, respondeu perguntas dos vereadores e anunciou que, durante a segunda gestão do prefeito Beto Richa, a cidade ganhará mais três centros de atenção psicossocial (unidades de atendimento do Programa de Saúde Mental).

No ano passado, detalhou Eliane, o município aplicou em Saúde R$ 23,2 milhões a mais do que o mínimo previsto pela Emenda Constitucional 29 – que determina o direcionamento de pelo menos 15% das receitas próprias dos municípios para o setor. Com isso, a área da Saúde fechou o ano destinando R$ 292,6 milhões do município, o que totaliza 16,29% das receitas próprias.

Além do balanço anual, a Eliane informou também sobre o desempenho financeiro da área no último trimestre do ano passado – entre outubro e dezembro foram aplicados R$ 200,8 milhões, com saldo de R$ 15 milhões – e as ações implementadas com os recursos empregados. “A oportunidade é especial para que possamos entender os detalhes de todas as atividades”, disse o presidente da Comissão de Saúde, Bem-Estar Social e Meio Ambiente, vereador Aldemir Mandron.

A pesquisa de focos de dengue em aproximadamente 155 mil domicílios, desratização em 73 mil endereços e a coleta de mais de 7 mil amostras para verificação de qualidade da água estiveram entre as ações destacadas na área da prevenção em saúde ambiental. “Muitos desconhecem que estas são atribuições da Saúde e que, por isso, nem imaginam que também são beneficiados pelo Sistema Único de Saúde”, observou.

Eliane Chomatas frisou também a eficiência do programa de imunização infantil, superior a 95,5%, e o alcance da Estratégia Saúde da Família – com 53 unidades de atendimento, 166 equipes multiprofissionais e responsável por uma cobertura de quase 34% do município. Ainda no campo da prevenção, foram feitas 120,4 mil coletas para preventivo de câncer cérvico-uterino, 53,3 mil mamografias e 56,6 mil testes para detecção do vírus da aids.

Na área assistencial, foram acompanhadas pelo programa de atenção materno-infantil Mãe Curitibana 16,4 mil gestantes, realizadas cerca de 2,6 milhões de consultas médicas, mais de 3 milhões de ações básicas em odontologia e de 2,2 milhões de exames via Laboratório Municipal (cerca de 185 mil por mês). Também começou a obra do Hospital do Idoso, no Pinheirinho, que em 2010 estará funcionando e, com isso, liberando vagas nos hospitais credenciados para pacientes de outras faixas etárias.

Na área hospitalar, houve 157,6 mil internamentos e 4,8 mil auditorias. Já na área de especialidades médicas foram agendadas mais de 807 mil consultas e 451 mil exames – aí incluídos 412 exames de genotipagem, para pacientes que já desenvolveram a síndrome e precisam readequar o tratamento.

Entre os grandes programas da Secretaria Municipal da Saúde, o de Saúde Mental computou 52,6 mil pacientes atendidos e 1,7 mil desintoxicações. O trabalho realizado nos centros de atenção psicossocial – para atendimento ambulatorial – somou 114,7 mil procedimentos. O controle da hipertensão monitorou 108 mil pacientes, que demandaram 420,6 mil consultas médicas e 88,3 milhões de unidades de medicamentos. Os diabéticos representaram 35 mil do universo total de pacientes atendidos, passando por 149 mil consultas médicas e 20,6 milhões de medicamentos.