O Ipad Brasil – Instituto de Pesquisa da Afrodescendência forma neste final de semana a primeira turma do curso de especialização em ?História e Cultura Africana e Afrobrasileira, Educação e Ações Afirmativas no Brasil?. Os 30 alunos vão apresentar suas monografias de sexta-feira (4) a domingo (6), na Universidade Tuiuti do Paraná, Campus Barigüi ? Bloco C, sala 2. ?Estamos mostrando que nós negros conseguimos produzir conhecimento sobre nossas questões e como estas questões podem causar impactos positivos para toda a sociedade?, diz o presidente do Ipad Brasil, Eduardo David de Oliveira.

A socióloga Marcilene Garcia de Souza, idealizadora do curso, disse que a qualidade das monografias comprova a importância das ações do movimento social negro na fomentação de espaços de formação. ?O grupo de alunos que está concluindo o curso já tem feito ações importantes em várias regiões no Estado, em diversos espaços sociais, com muita qualidade e competência, discutindo algo fundamental para o País que é justamente a qualidade na educação, mas, sobretudo, revelar o Paraná pelo ponto de vista dos negros?, afirma.

O professor Henrique Cunha Júnior, diretor do IpadBrasil, disse que não é possível conhecer a verdadeira história do Brasil sem conhecer a história dos africanos e de seus descendentes no País. ?Conhecer a história dos africanos e afrodescendentes permite construir estratégias de intervenção na realidade e na transformação social, cultural, econômica e política das relações étnicas brasileiras. A nossa ênfase neste curso é a produção de conhecimento que permita a intervenção nas situações de caráter estrutural que moldam a vida da população afrodescendente?, disse.

Parceria

O curso de especialização é uma parceria do Ipad Brasil e a Universidade Tuiuti do Paraná e tem o apoio da Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial, Ministério da Educação, Secretaria de Educação do Paraná e Fundação Avina. As aulas começaram em maio de 2006, coordenadas pelos professores Cunha Júnior, Eduardo David de Oliveira e Tânia Lopes. Estruturado em 25 módulos realizados nos finais de semana e encontros quinzenais, as matérias foram ministradas por 20 professores – nove professores doutores e 10 professores mestres, além da Yialorixá do Candomblé Dalzira Maria Aparecida.