Nesta quinta-feira (9) começou em Curitiba o simpósio sobre Economia de Ecossistemas e Biodiversidade (TEEB, na sigla em inglês) para Formuladores de Políticas Locais e Regionais. A capital paranaense; Nova Delhi, na Índia; Cidade do Cabo, na África do Sul; e Ghent, na Bélgica são as quatro cidades do mundo a sediar o evento. O relatório TEEB serve de pano de fundo para discussões sobre incorporação de capital natural para promover crescimento e prosperidade de longo prazo na América Latina.

“Curitiba é uma cidade reconhecida nacionalmente e internacionalmente pela capacidade de gerenciar as questões ambientais. Nós temos orgulho de sediar empresas engajadas na conservação da biodiversidade e de realizar ações como o programa Biocidade que busca equilibrar o desenvolvimento urbano, a conservação da natureza e a qualidade de vida”, destacou o secretário de Relações Internacionais de Curitiba, Eduardo Guimarães, que representou o prefeito Luciano Ducci na cerimônia de abertura.

“Curitiba tem um diferencial ambiental. As temáticas de serviços ambientais estão ganhando uma dimensão maior. E eventos como esse dão ainda mais visibilidade para questão da biodiversidade”, afirma Bráulio Dias, representante da Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira.

Os debates acontecem no Salão de Atos do parque Barigui ao longo desta quinta-feira e na sexta-feira (10). Cerca de 100 participantes entre representantes locais e regionais de governos, profissionais de agências Sul-Americanas, pesquisadores, organizações e envolvidos com administração pública local/regional estão participando das discussões.

Além de servir para formuladores de políticas locais e regionais, a informação contida no relatório também é interessante para Organizações Não Governamentais, agências reguladoras e ao sistema jurídico.

O relatório explora e dá dicas práticas de como lidar com o desafio de perda de biodiversidade em nível local e regional, examina ações que governos locais podem tomar quanto ao uso e gestão de recursos naturais, manutenção de biodiversidade, arquitetura urbana como também ferramentas de mercado como Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA).