Exames como o de impressão digital e de retrato falado, que já são utilizados pela polícia para identificar criminosos, fazem parte de uma pesquisa científica realizada pelo delegado João Alberto Fiorini, sobre a reencarnação. Segundo ele, as pesquisas podem, além de reestruturar os estudos da Medicina, Psicologia e Filosofia, também consolar os aflitos que esperam algo além da morte.

Os estudos realizados por Fiorini levaram em conta casos em que houve comprovação técnica com laudos de renomados peritos que analisaram semelhanças digitais (datiloscopia), de rosto (prozofografia) e de escrita (grafotécnia) entre pessoas que morreram e suas supostas reencarnações. “As semelhanças chamam a atenção e com base nisso podemos confirmar a reencarnação”, afirma Fiorini, que é integrante do Serviço de Registros Policiais para Investigações da Agência de Inteligência da Polícia Civil do Paraná.

O interesse pelas pesquisas sobre reencarnação, segundo Fiorini, surgiu há cinco anos, quando ele teve um problema de saúde e ficou entre a vida e a morte. “Eu não sabia quanto tempo teria de vida e queria provar para mim mesmo a existência da vida após a morte”, relata. Desde então, o delegado não parou com os estudos. Segundo ele, até o momento, suas descobertas foram apresentadas em congressos, não havendo objeção alguma.

Caso

Entre os casos estudados por Fiorini está a de um religioso que morreu com 60 anos de idade num acidente de trânsito. Ele sempre foi apaixonado por uma mulher também devota a Deus, mas que acabou deixando o hábito para se casar. Após alguns tempo, o quinto filho da ex-religiosa, até os seus 7 anos de idade, afirmava ser um sacerdote e relatava histórias que somente o falecido e a mulher conheciam. Com isso, Fiorini, pediu para a mulher uma fotografia e um carta de cada um deles e constatou, por meio de exames técnicos, que as características do clérigo e do filho dela, que hoje tem 24 anos, eram idênticas.