O delegado do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), Sérgio Inácio Sirino, está tentando conseguir na Justiça o mandado de busca e apreensão dos equipamentos usados para o sorteio da loteria Totobola. No início da semana, as máquinas foram lacradas e o Instituto de Criminalística fez uma perícia inicial para saber se existe possibilidade de fraude. Agora, testes mais elaborados precisam ser realizados em laboratórios. O proprietário da empresa responsável pelo sorteio, Mário Charles, deve ser ouvido na segunda-feira.

Além de analisar a máquina que fazia o sorteio, Sirino quer copiar o software que programa os aparelhos e encaminhar para peritos em programas de computação. O objetivo é descobrir se havia a possibilidade de ocorrer fraudes e se realmente elas ocorreram. As investigações começaram após as denúncias feitas por Carlos Zicavo, ex-sócio da empresa responsável pelo jogo. Segundo ele, a fraude seria possível através do código de barras existente nas bolinhas numeradas. Um sensor na bingueira poderia selecionar a bolinha escolhida pelo software.