O Paraná apresentou um dos melhores Índice de Desenvolvimento da Família (IDF). O índice paranaense, ao lado dos estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, foi de 0,59 e ficou acima da média nacional, que foi de 0,55.

Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e disponibilizados nesta semana em seu endereço na internet (www.mds.gov.br). O estudo contou ainda com apoio do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). As informações servem para que os novos prefeitos possam se inteirar sobre as carências da sua população inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais – base de dados utilizada pelo Bolsa Família e outros programas do governo federal.

De acordo com a professora do curso de graduação em Sociologia e de mestrado e doutorado em Gestão Urbana pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Samira Kauchakje, o motivo da boa colocação paranaense está ligado ao excelente Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado. “Os dados do IDF se assemelham com o do IDH e creio que é por isso que houve esse destaque. Além disso, os programas de atendimento de assistência social são de uma eficiência exemplar, independentemente da questão partidária”, diz.

Para a secretária nacional de Renda e Cidadania, Lúcia Modesto, os dados serão de grande utilidade para os gestores municipais saberem onde aplicar melhor os recursos para a população mais carente. “Os governos terão a oportunidade de priorizar famílias com menos escolaridade num projeto de qualificação e também em outras ações que poderão ser desenvolvidas segundo o perfil de necessidades de cada uma das famílias”, explica.

Metodologia

Para desenvolver a pesquisa, foram estudadas as vulnerabilidades de famílias com renda per capita de até meio salário mínimo ou renda de até três salários mínimos. Os tópicos abordados são: composição familiar, acesso ao conhecimento, ao trabalho, disponibilidade de recursos, desenvolvimento infantil e condições habitacionais.

O indicador varia de zero a um. O índice que obteve a menor média nacional foi de acesso ao trabalho (0,21) e o que obteve o maior foi desenvolvimento infantil (0,93). No Paraná, os números foram de 0,25 e 0,93 respectivamente. “Isso significa que as crianças estão mais na escola e muitas fora do trabalho infantil”, avalia a secretária Lúcia Modesto.