Os 54 índios da etnia avá-guarani que permanecem no Parque Nacional do Iguaçu, na região do município de São Miguel do Oeste, devem ter uma posição do Ibama e da Funai sobre qual será seu destino apenas na próxima semana. Na segunda-feira, representantes dos dois órgãos se reunirão em Brasília com a direção nacional e integrantes do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério Público Federal para tentar resolver a situação. A Funai tentará negociar a permanência temporária dos índios até que consiga outra área para transferi-los.

Após uma reunião de mais de quatro horas entre membros do Ibama e da Funai, com o cacique Simão Tupã Retã Vilialva, ficou acordado que não serão convocados mais integrantes da tribo para ir ao local, como ameaçava o cacique. Os índios também prometeram que não irão promover nenhum tipo de caça ou abrir caminhos na área. ?Explicamos que o parque é unidade de conservação federal, classificado como área de proteção integral e, portanto, não pode ter presença de ninguém?, disse o superintendente do Ibama/PR, Marino Gonçalves. ?Se as negociações em Brasília não derem resultado, entraremos com pedido de reintegração de posse?, afirmou.

Já o administrador regional da Funai, Valdemar Ramalho, espera resolver o impasse de forma mais branda. ?Vamos tentar mantê-los temporariamente, mas se ficar decidido que devem sair, iremos até lá para convencê-los?, adiantou. Segundo Ramalho, os índios não estão depredando ou desmatando a área e estão fixados num local em que não causam prejuízo ao ecossistema do parque.

Tranqüilidade

Apesar do impasse, de acordo com os representantes do Ibama e da Funai, o clima é pacífico no local. ?Não há espírito de guerra?, afirmou Gonçalves.